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    Economia do Reino Unido cai em recessão com eleições à frente

    PIB britânico contraiu 0,3% nos três meses até dezembro

    Sede do Banco da Inglaterra em Londres
    Sede do Banco da Inglaterra em Londres 11/05/2023 - REUTERS/Henry Nicholls/Arquivo

    Reuters

    A economia do Reino Unido entrou em recessão no segundo semestre de 2023, um cenário difícil para o primeiro-ministro Rishi Sunak, que prometeu impulsionar o crescimento antes da eleição deste ano.

    O Produto Interno Bruto (PIB) sofreu uma contração pior do que a esperada de 0,3% nos três meses até dezembro, tendo encolhido 0,1% entre julho e setembro, segundo dados oficiais.

    Uma pesquisa da Reuters com economistas apontou para uma queda menor, de 0,1%, no período de outubro a dezembro.

    Investidores aumentaram suas apostas em corte dos juros pelo Banco da Inglaterra este ano e as empresas pediram mais ajuda do governo em um plano orçamentário previsto para 6 de março.

    “As empresas já não se iludiam com as dificuldades que enfrentam e essas notícias, sem dúvida, farão soar o alarme para o governo”, disse Alex Veitch, diretor da Câmara Britânica de Comércio.

    “O chanceler deve usar seu orçamento, daqui a pouco menos de três semanas, para definir um caminho claro para o crescimento das empresas e da economia.”

    O ministro das Finanças, Jeremy Hunt, disse que há “sinais de que a economia britânica está virando a esquina” e que “devemos seguir o plano – reduzir os impostos sobre o trabalho e as empresas para construir uma economia mais forte”.

    O Escritório de Estatísticas Nacionais disse que a economia cresceu 0,1% em 2023 em comparação com 2022. O Banco da Inglaterra afirmou que espera que a produção aumente ligeiramente em 2024, mas apenas para um crescimento de 0,25%.

    A economia do Reino Unido está estagnada há quase dois anos, embora as recessões no país tenham se tornado cada vez mais raras à medida que a economia se torna maior e mais madura.

    A pandemia da Covid-19 desencadeou a contração mais profunda já registrada em dois trimestres no início de 2020. Antes disso, a crise financeira global provocou uma grave recessão que durou pouco mais de um ano, do segundo trimestre de 2008 até o segundo trimestre de 2009.