Economia dos EUA acelera acima do esperado no 3º trimestre

PIB (Produto Interno Bruto) americano cresceu 4,3% no período, acima dos 3,8% no trimestre anterior; gastos do consumidor e exportações aceleraram

Elisabeth Buchwald, da CNN*
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O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, na primeira leitura, cresceu a uma taxa anualizada, ajustada pela inflação, de 4,3% no terceiro trimestre, ritmo mais acelerado do que os 3,8% no trimestre anterior, divulgou o Departamento de Comércio nesta terça-feira (23). Essa é a taxa de crescimento mais rápida em dois anos.

A aceleração nos gastos do consumidor, com alta de 3,5% em relação aos 2,5% do segundo trimestre, e nas exportações, com alta de 8,8% em relação à queda de 1,8% no segundo trimestre, foram os principais fatores que contribuíram para o resultado positivo do PIB no terceiro trimestre.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha pressionado o Federal Reserve para reduzir as taxas de juros a fim de impulsionar a economia, o resultado do PIB deve dar menos motivos ao banco central para cortar as taxas quando se reunir novamente no próximo mês.

Panorama econômico misto

O relatório do PIB oferece uma visão geral da economia. Dessa perspectiva, a economia parece estar em bases sólidas. Mas, ao analisar os detalhes mais a fundo, percebe-se um cenário menos otimista.

Embora os americanos ricos continuem a impulsionar grande parte do crescimento do consumo, os consumidores de baixa e média renda têm se mostrado muito mais cautelosos. Os economistas chamam esse fenômeno de economia em formato de "K ".

“A economia em forma de K está bem diante dos nossos olhos”, disse James Knightley, economista-chefe internacional do ING, em nota divulgada nesta terça após a publicação do relatório do PIB.

O crescimento econômico, segundo ele, está “concentrado entre famílias de renda mais alta e investimentos impulsionados pela tecnologia, enquanto a confiança do consumidor em geral permanece sob pressão”.

Menos de duas horas após a divulgação do relatório do PIB, o Conference Board informou que a confiança do consumidor caiu substancialmente neste mês, 3,8 pontos percentuais em relação a novembro.

O relatório mostrou que os consumidores estão especialmente preocupados com a situação do mercado de trabalho e, pela primeira vez desde setembro de 2024, as empresas relataram uma visão líquida negativa da economia.

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