Edenred, dona da Ticket, entra no mercado de maquininhas no Brasil

Maquininhas podem ser integradas aos sistemas operacionais dos lojistas

Matheus Piovesana, do Estadão Conteúdo
máquina de cartão
Marca operava em piloto desde abril do ano passado e já tem mais de 6 mil estabelecimentos cadastrados  • Foto: Eric Gaillard/Reuters
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A Edenred, dona das marcas Ticket, Ticket Log, Repom e Edenred Pay, está entrando no mercado de maquininhas no Brasil com a Punto, que aceita pagamentos com cartões e outros tipos de transação digital. A marca operava em piloto desde abril do ano passado e já tem mais de 6 mil estabelecimentos cadastrados, e é vendida de forma opcional e independente às demais soluções da empresa.

A unidade será liderada por Cristiane Nogueira, que já foi diretora de produtos na SafraPay, vice-presidente de negócios e marketing e do comercial da Getnet e que teve uma consultoria voltada a empresas do setor.

A Punto aceita pagamentos com as principais bandeiras do mercado local (Visa, Mastercard e Elo) e com as marcas da empresa. Além disso, opera com terminais inteligentes, que utilizam sistema Android, e pagamentos por aproximação e QR Code.

"O lançamento da Punto está alinhado ao plano estratégico da Edenred, chamado Next Frontier, que tem a inovação como pilar para expandir sua presença nas áreas em que suas marcas estão presentes e acelerar a inovação como fator de diferenciação e fonte de crescimento", diz em nota Emmanuel Guinet, diretor-geral de adquirência da companhia para América Latina.

De acordo com a companhia, as maquininhas podem ser integradas aos sistemas operacionais dos lojistas, e há personalizações para atender aos estabelecimentos que utilizam outros serviços do grupo. Funções direcionadas aos parceiros da Ticket em benefícios também serão adicionadas.

A empresa desembarca no país em um momento desafiador. A alta da Selic pressiona as despesas financeiras do setor, que capta recursos no mercado para financiar seus produtos de prazo, como a antecipação de recebíveis aos lojistas. Com isso, as empresas têm sido obrigadas a aumentar os preços que cobram nestes produtos e as taxas de desconto por transação, o que colocou, na prática, um fim à "guerra das maquininhas".

Com a queda nas margens e fatores específicos, a ação da Stone recua 53% neste ano, e a da PagSeguro, 60%; a Getnet, que chegou à Bolsa em outubro do ano passado, após cisão do Santander Brasil, vai fechar capital. A exceção é a líder Cielo, que tem o melhor desempenho do Ibovespa em 2022 ante a menor agressividade da concorrência, como mostrou o Broadcast na última sexta-feira (1º).

A Edenred manifesta visão otimista sobre o negócio. Em nota, destaca que o mercado de cartões cresceu 33% no ano passado e 36% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

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