Entidades do mercado financeiro cobram ação conjunta do governo e sociedade contra as queimadas

Criar a autoridade do clima, defendida pela ministra Marina Silva, e adotar princípios de governança climática estão entre as cobranças

Rogério Piovezan, da CNN, São Paulo
Governo do Mato Grosso do Sul declarou situação de emergência por causa das queimadas
Queimadas em Mato Grosso do Sul (MS)  • Divulgação/Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul
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Ao menos 11 entidades do mercado financeiro e de capitais cobraram, em carta, uma ação conjunta com o governo federal e a sociedade civil contra as queimadas nesta terça-feira (15). A nota, assinada também pela Bolsa de Valores do Brasil, a B3, cobra a adoção de princípios de governança climática pelas empresas e a criação da autoridade do clima.

"É um caminho para a criação de uma economia mais sustentável e resiliente, capaz de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e preservar o patrimônio ambiental brasileiro", diz trecho da carta.

As entidades propõem a aprovação da autoridade climática, principal meta da ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, mas a proposta foi adiada para 2025.

Outra alternativa, conforme o documento, também seria a implementação dos oito princípios de governança climática do Fórum Econômico Mundial.

"O enfrentamento das queimadas exige uma atuação conjunta entre governo, setor privado e sociedade civil, pautada pela responsabilidade, transparência e engajamento ativo de todas as partes interessadas", diz o documento.

As queimadas foram intensificadas neste ano devido à seca severa, em setembro. Isso gerou alertas em quase 60% do território brasileiro, com risco de incêndios. A fumaça se alastrou dos principais biomas em chamas, como Amazônia, Pantanal e Cerrado, e se espalhou pelo país por dias, até chegar aos países vizinhos, como a Argentina.

Segundo o MapBiomas, a área total queimada no país foi 150% maior do que a registrada no ano passado.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) assina a carta, assim como a B3, CDP Latin America, Chapter Zero Brazil, CBARI (Comissão Brasileira de Acompanhamento do Relato Integrado), IBDEE (Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial), Ibrademp (Instituto Brasileiro de Direito Empresarial), IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), ICS (Instituto Clima e Sociedade) e Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.

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