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Esteves: Brasil é ‘Disneylândia’ para fintechs e requer maior regulação

Em Davos, banqueiro do BTG elogia concorrentes, mas defende regras idênticas: “Se você tem o mesmo serviço, precisa da mesma regulação”

Fernando Nakagawa, da CNN Brasil, em Davos
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O Brasil é uma verdadeira “Disneylândia” das fintechs, e é preciso ter uma regulação mais dura. A defesa foi feita por André Esteves, presidente do Conselho do BTG Pactual.

“O Brasil é uma Disneylândia para fintechs porque temos uma boa infraestrutura digital”, disse Esteves durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. A frase gerou risos da plateia em painel sobre o negócio bancário.

“Não temos a melhor tecnologia do mundo, mas a nossa sociedade, que sofreu no passado com a inflação, aprendeu a ser muito ágil nos pagamentos”, explicou.

O banqueiro avaliou que o Brasil tem um ambiente bancário digital mais agressivo que nos Estados Unidos – e que teve uma evolução muito acelerada.

André Esteves defendeu que, diante dessa evolução, é preciso ter atenção com a regulação. “O alerta é esse. Há uma linha entre o regulado e o não regulado”.

“Se você tem o mesmo serviço, e o mesmo risco, precisa ter a mesma regulação. E hoje acho que não tem”, disse Esteves.

O presidente do conselho do BTG explicou que há “arbitragem” entre os serviços financeiros entre fintechs e bancos tradicionais, entre seguradoras e casas bancárias ou mesmo entre o mercado de capitais e as instituições tradicionais.

“Ter muitas fintechs é bom. O Brasil tem um mercado bancário muito eficiente. O desafio é a regulação”, disse.

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