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    Estoques de arroz são suficientes, mas preços subiram 5% desde início das chuvas

    Mercadoria tem estimativa de 60 dias para chegar ao país, segundo informações obtidas pela Abras

    Expectativa do setor é de que preços se normalizem no médio prazo
    Expectativa do setor é de que preços se normalizem no médio prazo Foto: Marcello Casal / Agência Brasil

    do Estadão Conteúdo

    O vice-presidente institucional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, disse nesta quarta-feira (29) que os estoques de arroz estão adequados nos supermercados.

    No entanto, no período de 25 de abril a 28 de maio, a associação registrou um aumento no preço médio do produto de 5,01%.

    Milan explica que essa alta foi pontual e se deveu tanto ao aumento da procura pelo produto, quanto por desafios logísticos para a chegada das mercadorias vindas do sul do país, em virtude das enchentes no estado do Rio Grandes do Sul.

    Ele afirmou que é importante que os consumidores pesquisem preços, pois, segundo a associação, há cerca de 60 marcas de arroz no mercado, o que garante variedade de preços.

    Participação nas discussões intersetoriais

    Milan disse ainda que a instituição tem participado ativamente das discussões intersetoriais com o Poder Executivo para tratar do abastecimento de arroz no mercado interno, bem como das questões logísticas, de preços de comercialização do produto a ser importado pelo governo federal para manter o consumo interno.

    Ele afirmou que uma das principais discussões é o preço que deve ser pago pelos supermercados pelo arroz importado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e que deverá ser comercializado ao consumidor final por R$ 4 o quilo.

    Ele disse ainda que essa mercadoria tem estimativa de 60 dias para chegar ao país, segundo informações a que a Abras teve acesso.

    Milan também destacou que os preços do arroz já sinalizavam queda em março e abril com a maior oferta no mercado interno devido ao período da colheita.

    Assim, passado o aumento pontual no preço médio de 5,01% de 25 de abril a 28 de maio, a tendência, para Milan, é de normalização e queda.