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    EUA criam 253 mil postos de trabalho em abril; taxa de desemprego cai a 3,4%

    Abertura de vagas está bem acima da taxa mensal de 70 mil a 100 mil necessárias para acompanhar crescimento da população em idade ativa

    Anúncio de vagha em empresa de Arlington, EUA
    Anúncio de vagha em empresa de Arlington, EUA Reuters/Elizabeth Frantz

    Por Lucia Mutikani, da Reuters

    Os empregadores dos Estados Unidos ampliaram as contratações em abril enquanto aumentavam os salários dos trabalhadores, apontando para uma força sustentada do mercado de trabalho que pode levar o Federal Reserve a manter a taxa de juros mais alta por algum tempo.

    A economia dos EUA abriu 253 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, mostrou o relatório de empregos do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (5).

    Os dados de março foram revisados para baixo para mostrar criação de 165 mil empregos, em vez de 236 mil conforme relatado anteriormente.

    Economistas consultados pela Reuters que 180 mil vagas seriam criadas. A abertura de vagas está bem acima da taxa mensal de 70 mil a 100 mil necessárias para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.

    A taxa de desemprego caiu para 3,4%, de 3,5% em março.

    O salário médio por hora subiu 0,5%, após avançar 0,3% em março. Os salários aumentaram 4,4% na comparação anual em abril, após subirem 4,3% em março.

    Outras medidas, como o Índice de Custo do Emprego e o rastreador salarial do Fed de Atlanta, também mostram impulso. O crescimento salarial continua forte demais para ser consistente com a meta de inflação de 2% do Federal Reserve.

    O Fed elevou sua taxa básica de juros em mais 0,25 ponto na quarta-feira, para a faixa de 5% a 5,25%, e sinalizou que pode interromper a campanha de aperto monetário mais rápida do banco central dos EUA desde a década de 1980, embora tenha mantido um viés duro em relação à inflação.

    O Fed aumentou sua taxa básica de juros em um total de 5 pontos desde março de 2022.

    Alguns economistas, no entanto, acreditam que o mercado de trabalho está superestimando a saúde da economia, apontando para a divergência entre gastos do consumidor e ganhos de emprego, bem como um declínio contínuo na produtividade do trabalhador.

    Os gastos do consumidor estagnaram em fevereiro e março. A produtividade caiu por cinco trimestres consecutivos na comparação anual, o período mais longo desde que o governo começou a acompanhar a série em 1948.

    Economistas também observaram que o crescimento do emprego está se tornando mais concentrado no setor de lazer e hotelaria, bem como nos governos estaduais e locais, setores em que o emprego permanece abaixo dos níveis pré-pandemia.

    Com os riscos de uma recessão aumentando devido aos custos punitivos dos empréstimos e condições de crédito mais rígidas em meio ao estresse do mercado financeiro, o cenário de contratações pode mudar rapidamente.

    Por enquanto, o consenso geral é de que a economia continuará gerando empregos pelo menos até o quarto trimestre.