EUA têm pressionado por acesso às terras raras do Brasil, diz Alckmin
Segundo o presidente em exercício, Brasil pode unir o potencial mineral à liderança em energia limpa para atrair novos investimentos internacionais e ampliar a cooperação com os EUA
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que os Estados Unidos têm demonstrado interesse crescente no acesso às terras raras e a outros minerais estratégicos brasileiros, considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia.
"A discussão já faz parte do diálogo econômico entre os dois países. Ambos buscam ampliar a cooperação em áreas de energia, inovação e sustentabilidade", disse Alckmin, em entrevista exibida na noite desta terça-feira (21) pela Record News.
Segundo o presidente em exercício, o país pode unir o potencial mineral à liderança em energia limpa para atrair novos investimentos internacionais e ampliar a cooperação com os Estados Unidos.
"O Brasil tem energia abundante e energia limpa, renovável, eólica, solar, hidrelétrica. Há um espaço enorme de bom entendimento com os Estados Unidos", afirmou.
Alckmin ainda relacionou o tema da energia à agenda ambiental global, destacando que o país tem condições de assumir papel de liderança na produção do SAF (combustível sustentável de aviação), uma das principais alternativas ao querosene fóssil.
"Só Brasil, Índia e Estados Unidos têm escala para produzir o combustível sustentável de aviação."
A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém, em novembro, representa "uma avenida de oportunidades de investimento para o Brasil" consolidar sua posição na economia verde, segundo o presidente em exercício.


