Ex-presidente do BRB nega tentativa de "salvar" Master com aquisição

Em nota divulgada por sua defesa, Paulo Henrique Costa afirma que compra foi “orientada exclusivamente pelo interesse do BRB”

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, em São Paulo
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O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa negou nesta quinta-feira (29), por meio de uma nota divulgada por sua defesa, que a instituição financeira tenha tentado “salvar” o Banco Master por meio de sua aquisição, anunciada em março do ano passado.

“É incorreto enquadrá-la como aquisição indiscriminada ou tentativa de salvamento. A transação foi estruturada com participação de áreas técnicas, consultores e assessores externos independentes, seguindo as práticas usuais do mercado e o planejamento estratégico”, escreveu.

Paulo Henrique Costa afirma ainda que a aquisição foi “orientada exclusivamente pelo interesse do BRB”.

A CNN mostrou que o ex-presidente do BRB disse em depoimento à PF (Polícia Federal) que a instituição excluiu R$ 51,2 bilhões dos ativos e passivos do Banco Master durante a negociação para sua aquisição. Este foi um dos argumentos utilizados para afastar a tese de tentativa de salvamento.

Além do R$ 51,2 bilhões que sequer foram levados à mesa, Paulo Henrique Costa afirmou que cerca de R$ 5 bilhões em ativos oferecidos pelo Master foram negados após serem submetidos à avaliação de risco, jurídica e de compliance do Banco de Brasília.

O ex-presidente foi demitido em 19 de novembro de 2025, após ter sido afastado em 18 de novembro de 2025 por decisão judicial no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

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