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CNN Cast: MRV vê oportunidade para setor com queda de juros em 2026

Banco Central confirmou o início do ciclo de redução da taxa de juros na próxima reunião, em março, mas ainda sinaliza cautela

Gisele Farias, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
  • Fernando Frazão/Agência Brasil
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Os executivos da MRV&CO, Eduardo Fischer e Rafael Menin, comentaram a política monetária no Brasil e afirmaram ver oportunidades para o setor com a sinalização de queda de juros pelo Banco Central. Segundo Fischer, a indústria de construção é muito atingida pela taxa básica de juros e a redução da Selic é “fundamental” para o setor.

“Essa é uma indústria que depende de crédito tanto para construir como para o cliente comprar. A taxa de juros tem um aspecto macroeconômico que bate bastante no setor”, afirmou o CEO ao CNN Cast, cobertura especial de eventos da CNN que conta com um estúdio de vidro, onde as principais lideranças e autoridades são entrevistadas.

As falas ocorreram durante encontro de executivos e gestores da MRV, em Belo Horizonte (MG) para dialogar sobre o cenário atual do mercado imobiliário.

O BC confirmou a sinalização para o início do ciclo de redução da taxa de juros na próxima reunião, que ocorrerá em março, mostrou a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça. Ainda assim, a autarquia sinalizou cautela e afirmou que vê necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos por mais tempo.

Na última reunião, o colegiado decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Rafael Menin também reforçou que o Brasil deve permanecer com juros elevados ainda no próximo ano. Segundo o CEO da MRV, a companhia ainda assim “entregou uma recuperação muito relevante em todas as principais métricas operacionais e financeiras.”

Questionado sobre uma possível desaceleração econômica do país, o executivo afirmou que o setor de construção é resiliente e a “oferta atual é menor que a demanda.” Segundo ele, o Programa Minha Casa Minha Vida tem um “funding” super competitivo.

“Um cliente com nível de renda restrito, por exemplo, que tem uma oferta de crédito parecida com a inflação, a capacidade de compra passa a ser muito acelerada.”

Ambos executivos também citaram como fator positivo o orçamento recorde do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o setor de habitação. Em 2026, o valor será de R$ 144,5 bilhões.

Rubens Menin é chairman da MRV&Co, controlador do Inter, da Log Commercial Properties e presidente do Conselho da Itatiaia e da CNN Brasil

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