Executivos do setor de eventos avaliam crise e mudanças após pandemia
Damien Timperio, CEO da GL Events, e Facundo Guerra, CEO do grupo Vegas, falaram sobre crise da pandemia no setor de entretenimento
Executivos do setor de eventos, Damien Timperio, CEO da GL Events, e Facundo Guerra, CEO do grupo Vegas, falaram à CNN, nesta segunda-feira (1º), sobre o futuro da área após a pandemia da Covid-19. Eles divergiram quanto ao otimismo para o setor.
Guerra considerou que haverá uma "grande mudança de cultura" que impactará o setor e que fazer previsões é difícil neste momento. "Como vamos ser o último setor, a gente tem que esperar. Estamos vendo os protocolos em países que já estão com a quarentena mais flexibilizada", avaliou ele.
O CEO ainda citou que algumas tendências do isolamento social devem ser adotadas no futuro. "Tem alguns hábitos que adquirimos durante a quarentena que acho que vão permanecer. Por exemplo: eu não consigo mais pensar que um show que vai ser transmitido no meu palco vai deixar de ter uma contraparte em live, já que a gente consumiu muita live durante a quarentena. De alguma forma vai existir uma fusão entre o digital e o físico", ponderou.
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Timperio considerou as pessoas não deixarão de ir a shows, já que ser social faz parte da cultura humana, mas que, de fato, ocorrerão mudanças culturais. Ele citou a importância de eventos como conferências para esse momento de retomada. "A gente está vendo na Alemanha que o governo fez a distinção entre aglomerações e feiras profissionais, porque é uma maneira rápida de incentivar o comércio", defendeu.
Em relação à retomada pós-isolamento, Guerra demonstrou pessimismo com a questão econômica. "Meu maior medo é que acho que o futuro é bem mais sombrio do que esse período na quarentena, porque provavelmente vamos passar por uma recessão muito pesada e a gente já tinha pouco caixa na empresa", analisou. "Já tínhamos uma situação que não era confortável no pré-pandemia e numa situação pós-pandemia, em que as pessoas vão ter menos dinheiro e ser mais racionais antes de desembolsar qualquer quantia, a nossa área tende a se reorganizar. As casas de show e os espaços vão diminuir, porque realmente vai haver uma falta de público devido à crise econômica que vamos viver. Não consigo ser muito otimista", finalizou.
(Edição: Bernardo Barbosa)