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    Fazenda espera novas revisões de nota até o fim do ano, dizem fontes

    É uma vitória política importantíssima para Fernando Haddad e chega em um momento de descrença dos especialistas locais de que o ministro consiga cumprir suas metas fiscais

    Raquel Landimda CNN

    A agência de classificação de risco Fitch melhorou a nota de crédito do Brasil, deixando o país a dois passos de retomar o ambicionado grau de investimento — selo de bom pagador conquistado no governo Lula em 2008 e perdido no governo Dilma em 2015.

    Fontes da equipe econômica esperam que Moody´s e S&P façam o mesmo até o fim do ano. A S&P já melhorou a perspectiva para a nota do país e os técnicos da Moody’s circulam nos gabinetes em Brasília.

    É uma vitória política importantíssima para Fernando Haddad e chega em um momento de descrença dos especialistas locais de que o ministro consiga cumprir suas metas fiscais.

    A Fitch está dando um voto de confiança ao ministro. E atribui a mudança da nota a reformas realizadas por diferentes governos, como a reforma trabalhista do governo Temer, as reformas de previdência e a independência do banco central, do governo Bolsonaro, e a reforma tributária, do governo Lula.

    Nas conversas com a equipe econômica, a agência também demonstrou duas importantes preocupações mais ligadas com a política do que a economia.

    A primeira se o conflito institucional no Brasil, que opunha governo federal e o supremo, estava resolvido.

    Aa segunda, se a Haddad conseguiria segurar a ala mais à esquerda do PT.

    A julgar pelo comunicado distribuído ao mercado, a Fitch acredita que sim. Diz a agência: “O governo de esquerda de Lula advoga uma mudança nas políticas liberais dos governos passados, mas a Fitch acredita que o pragmatismo e o sistema de pesos e contrapesos vão prevalecer em relação aos desvios radicais de política econômica”.

    (Publicado por Ana Carolina Nunes)