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    Fazenda estuda proposta para ajudar produtores rurais endividados, diz secretário

    De acordo com Guilherme Mello, não há “crise no setor agropecuário”, e queda na produção agropecuária está relacionada a questões climáticas

    Segundo Mello, as medidas que estão sendo discutidas não alteram a perspectiva da safra atual
    Segundo Mello, as medidas que estão sendo discutidas não alteram a perspectiva da safra atual . REUTERS/Rodolfo Buhrer

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    O secretário de políticas econômicas do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que não vê “uma crise no setor agropecuário” e que a queda na produção agropecuária está relacionada a questões climáticas.

    Segundo ele, a pasta tem elaborado, em conjunto com outros atores do setor e ministérios, formas de ajudar produtores que se endividaram quando os preços das commodities estavam “muito altos”.

    “As discussões já tiveram início, em especial sobre medidas para aqueles produtores que tomaram crédito para investimento quando os preços estavam muito altos. Como ao longo do último ano houve uma queda de preços, a rentabilidade se reduziu”, disse ao comentar o Boletim Macrofiscal nesta quinta-feira (21).

    “Não vemos crise no setor agropecuário, a queda na expectativa de produção está muito relacionada a fatores climáticos que afetaram a safra passada, e também evidentemente queda de preços internacionais reduz a área plantada desses produtos”.

    Segundo Mello, as medidas que estão sendo discutidas não alteram a perspectiva da safra atual, mas podem ajudar o setor a para os próximos anos, inclusive para ter uma maior capacidade de investimento e tomada de crédito.

    Segundo o secretário, o plano de crédito é direcionado aos produtores que tiveram dificuldades com a venda de alguns produtos. Ele também destacou que não há mudanças estruturais em políticas públicas já estabelecidas.

    Mello ainda afirmou que as propostas em discussão estão dentro do orçamento disponível para o Plano Safra atual do próximo ano.

    “Estamos vendo como desenhar as melhores políticas para atender os produtores, como desenhar as melhores políticas para atender o descasamento dos custos. Não há nenhuma discussão aqui a respeito de mudanças estruturais da política que já é operada no Plano Safra atual”, pontuou.

    No Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quinta-feira, a Fazenda projeta queda de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do agro, ante a expectativa de alta de 0,5% no estudo anterior.