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FGV: confiança do consumidor cai 1,8 ponto em janeiro ante dezembro

Resultado interrompe uma sequência de quatro aumentos consecutivos

Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo
Vitrine de loja em São Paulo
Vitrine de loja em São Paulo (30.mai.2019)  • Foto: Nacho Doce/Reuters
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O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) caiu 1,8 ponto em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, para 87,3 pontos, informou o Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). O resultado interrompe uma sequência de quatro aumentos consecutivos.

Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,3 ponto.

"Após subir por quatro meses seguidos, a confiança do consumidor recua num movimento de reversão das expectativas para os próximos meses. O resultado é disseminado entre três das quatro faixas de renda, concentrado nas famílias que recebem uma menor remuneração.", avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

Em janeiro, ISA (Índice de Situação Atual) caiu 0,8 ponto, para 82,6 pontos, segunda queda seguida. Já o IE (Índice de Expectativas) diminuiu 2,5 pontos, para 91,3 pontos.

"O indicador que reflete a percepção sobre o momento atual recua pelo segundo mês consecutivo, influenciado pela piora da percepção sobre a situação financeira atual. Embora existam fatores favoráveis ao consumo, como emprego, renda e o alívio dos preços, os condicionantes negativos - juros altos e endividamento elevado - parecem voltar a dominar o cenário no mês, reduzindo a confiança e aumentando o pessimismo para o futuro", completou Gouveia.

Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura caiu 5,8 pontos, para 102,2 pontos, e o de situação financeira futura das famílias encolheu 4,6 pontos, para 87,8 pontos.

O único alívio veio do indicador de compras de bens duráveis, que avançou 3,4 pontos, para 85,5 pontos, maior nível desde agosto passado.

No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual subiu 1,4 ponto, para 95,5 pontos, mas a avaliação da situação financeira atual das famílias reduziu 2,9 pontos, para 70,1 pontos.

O recuo da confiança foi praticamente disseminado entre as faixas de renda mais baixas. O ICC das famílias que recebem até R$ 2.100 caiu 3,6 pontos, para 85,8 pontos.

Na faixa de renda de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, o tombo foi de 4,6 pontos, para 82,0 pontos.

Já no grupo que recebe entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 mensais, houve ligeira queda de 0,7 ponto, para 87,4 pontos, enquanto os consumidores com renda superior a R$ 9.600 registraram estabilidade na confiança (0,0 ponto), em 94,8 pontos.

A coleta de dados para a edição de janeiro foi realizada entre 2 e 21 do mês.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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