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Fora da lista de Trump, setor de pescados fala em "frustração"

Abipesca afirma que não houve "priorização" do governo brasileiro

Daniel Rittner, da CNN Brasil
Abipesca afirma que não houve "priorização" do governo brasileiro  • Moisés Henrique/Ipaam
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Com exportações anuais de US$ 300 milhões aos Estados Unidos, a indústria de pescados ficou de fora da lista de setores excluídos do tarifaço americano nesta quinta-feira (20) e fala em "frustração" com as negociações.

"Estamos obviamente felizes pelos setores que avançaram, mas frustrados por não vermos evolução e priorização do pescado pelo governo brasileiro", afirma o presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Eduardo Lobo.

Em valores, os principais produtos exportados pelo setor ao mercado americano são lagosta, pargo, tilápia, atum e corvina.

No dia 13 de novembro, Lobo enviou uma carta ao vice-presidente Geraldo Alckmin e a três ministros -- Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura) e André de Paula (Pesca e Aquicultura) -- pedindo atenção à indústria de pescados nas negociações com o governo de Donald Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordem executiva nesta quinta-feira que determina a remoção das tarifas de 40% impostas sobre a importação de determinados produtos agrícolas brasileiros, com efeito retroativo ao dia 13 de novembro.

Dentre os produtos citados em anexo, estão inclusos café, carne bovina, petróleo, frutas e peças de aeronaves, produtos dentre os mais exportados pelo Brasil aos norte-americanos, que agora não sofrerão mais sobretaxas impostas desde o início do tarifaço.

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