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    Frigoríficos habilitados pela China devem gerar aumento de R$ 10 bi na balança comercial

    País asiático autorizou 38 novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação

    Sede do banco central da China em Pequim
    Sede do banco central da China em Pequim 03/02/2020REUTERS/Jason Lee

    Emilly Behnkeda CNN

    em Brasília

    O governo brasileiro espera, no decorrer de um ano, o aumento de R$ 10 bilhões na balança comercial com a habilitação de 38 novas plantas frigoríficas autorizadas para a exportação de carne brasileira à China.

    A estimativa foi anunciada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, nesta quinta-feira (11).

    “O impacto é muito positivo na balança comercial brasileira. Nós vamos ter o incremento médio de até R$ 10 bilhões com essas habilitações. Novas habilitações devem acontecer, estamos trabalhando duro para que isso aconteça. Vai trazer renda ao interior do país, ao produtor e ao campo”, afirmou Perosa em entrevista a jornalistas.

    Na sexta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, viajam para Campo Grande (MS) para acompanhar o primeiro embarque de carne para a China, a partir de plantas recém habilitadas para exportação.

    Uma planta da JBS foi escolhida para a visita do presidente. Segundo Perosa, a escolha considerou qual estado teve maior incremento da capacidade de exportação.

    “O Mato Grosso do Sul é um estado simbólico. Antes, de todo o rebanho [do estado] somente 11% poderia ser exportado para a China. Com as novas habilitações isso passou para 57%. O perfil da pecuária no Mato Grosso do Sul será alterado para positivo”, disse.

    As autorizações para os frigoríficos brasileiros foram concedidas pela China em 12 de março e incluem 8 abatedouros de frango, 24 de bovinos, um estabelecimento bovino de termoprocessamento e cinco entrepostos.

    O governo avalia estar em um bom momento das relações entre China e Brasil, que pode abrir espaço para novas habilitações. De todas as plantas brasileiras avaliadas, 32 não foram aceitas pela autoridade chinesa. Depois de feitas as adequações necessárias, o Ministério espera retomar as negociações com o governo chinês.

    De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, o governo também estuda atualizar os protocolos de exportação para a China. “Sempre trabalhamos constantemente na melhoria dos protocolos sempre quando a gente enxerga que é possível retirar ou reduzir requisitos que impactam na capacidade produtiva”, afirmou.

    O assunto deve ser tratado em junho durante visita do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a Pequim, capital chinesa. Ele participará da Cosban, a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, que é um dos principais espaços de diálogo entre Brasil e China.