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Governo aposta em "sangue novo" no Congresso para avanço de pauta econômica

Avaliação é de que Hugo e Alcolumbre chegam às cadeiras energizados para construírem "suas próprias entregas"

Danilo Moliterno e Fernando Nakagawa, da CNN, São Paulo
Fachada do Palácio do Congresso Nacional. O Palácio do Congresso Nacional é um dos pilares da arquitetura monumental de Niemeyer que dão forma à capital inaugurada em 1960. Construído em terreno elevado, é visto de longe como culminância da avenida Eixo Monumental, que abriga a Esplanada dos Ministérios e atravessa a cidade de norte a sul. Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Foto: Pedro França/Agência Senado
Fachada do Congresso Nacional  • 14/08/2024 - Pedro França/Agência Senado
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Membros da equipe econômica acreditam que a chegada de Hugo Motta (Republicanos-PB) e o retorno de Davi Alcolumbre (União-AP) às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente, jogarão a favor da pauta econômica.

A percepção é que o "sangue novo" nas cadeiras é uma boa notícia. Quadros consultados pela CNN avaliam que Hugo e Alcolumbre chegam às posições energizados para construírem "suas próprias entregas".

A aposta diz respeito especialmente à condição de Hugo, o mais jovem a ocupar a posição na Câmara dos Deputados, que estreia na presidência da Casa.

Alcolumbre retorna à presidência após ocupá-la de 2019 a 2021. Na sua primeira passagem pela cadeira, sinalizou priorizar a agenda econômica: a condução dos trabalhos pelo senador teve entre suas marcas a reforma da Previdência, a autonomia do Banco Central e o marco do saneamento.

Deixam as cadeiras Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem no topo de suas entregas a reforma tributária.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já apresentou aos parlamentares sua lista de prioridades para 2025 e 2026, em que 15 propostas dependem do aval legislativo.

A avaliação dos contatos iniciais com os novos presidentes foi positiva pela equipe econômica.

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