Governo central registra déficit de R$ 59,1 bi em julho, diz Tesouro

Pagamento concentrado de precatórios foi o responsável pelo crescimento nas despesas; em julho do de 2024 foi registrado um déficit de R$ 8,9 bilhões

Gabriel Garcia, da CNN
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As contas do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram um déficit de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025, informou o Tesouro nesta quinta-feira (28). O pagamento concentrado de precatórios foi o responsável pelo crescimento nas despesas.

O déficit do mês ficou acima da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um déficit de R$ 49,0 bilhões.

No ano passado, no mesmo mês, foi registrado um déficit de R$ 8,9 bilhões. Esse é o segundo pior resultado para um mês de julho na série histórica em valores corrigidos pela inflação.

O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 3,9% na receita líquida e um crescimento de 28,3% nas despesas totais em comparação com julho de 2024.

Segundo o Tesouro, a elevação nas receitas é decorrente, principalmente, do desempenho das receitas administradas pela Receita Federal, que apresentaram uma variação positiva de 5,8% (+R$ 8,9 bilhões).

Entre as despesas, o aumento foi puxado pelo pagamento da torre de precatórios (+R$ 35,6 bilhões) e benefícios previdenciários (+R$ 20,7 bilhões). Os pagamentos de precatórios ficaram concentrados no mês de julho, diferentemente do ano passado.

No acumulado do ano, o resultado do governo central apresentou déficit primário de R$ 70,3 bilhões, frente a R$ 76,2 bilhões no mesmo período de 2024.

A meta de resultado primário para 2025 é de déficit zero, com tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 30 bilhões, segundo as regras do arcabouço fiscal.

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