Governo deve definir revisão de meta fiscal até dia 16, afirma relator

Deputado Danilo Forte se reuniu com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, após votação da LDO na Comissão Mista de Orçamento

Gabriela Prado, da CNN, em Brasília
Danilo Forte
Danilo Forte, relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)  • Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
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O relator da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) na Câmara, Danilo Forte (União-CE), afirmou que o governo deve definir se vai revisar a meta fiscal até o dia 16 de novembro.

O deputado se reuniu com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, na tarde desta terça-feira (7), após a votação da LDO na Comissão Mista de Orçamento.

"Ele (o ministro) disse que está estudando a possibilidade da emenda para fazer a revisão da meta. Essa resposta depende do governo. Deixei muito claro que essa iniciativa não é nossa", comentou o parlamentar, na saída da reunião.

De acordo com Forte, o ministro disse que o governo aguarda estudos do Ministério da Fazenda para definir se vai alterar a meta de déficit fiscal zero.

Embora defenda que a revisão seja feita pelo governo, o relator continua pedindo que a meta seja "realista".

Forte também acredita que uma das principais apostas da equipe econômica, a MP das Subvenções (1.186) é uma das mais difíceis de serem aprovadas.

"Eu particularmente acho muito difícil votar a matéria sobre a subvenção, porque o acordo que foi feito com as empresas e com os governos estaduais quando ali colocaram suas empresas, principalmente indústrias, foi um acordo celebrado, contratado. Se mudar a regra do jogo, essas empresas vão fazer uma pressão muito grande sobre os governos estaduais e as bancadas para que não votemos. Então, acho uma matéria de difícil votação", afirmou.

A medida provisória regulamenta a cobrança de impostos federais por grandes empresas que recebem benefícios fiscais dos estados. Se a proposta for aprovada neste ano, pode render cerca de R$ 34 bilhões em arrecadação para 2024.

Veja também: Haddad sofre pressão no governo e no PT por meta fiscal

Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.

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