Governo lança Desenrola 2.0 com uso de R$ 2 bi do FGO em caso de calote

Equipe econômica que tem autorização para aportar R$ 5 bilhões no fundo como garantia do programa

Vitória Queiroz e Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
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O governo federal lançou na manhã desta segunda-feira (4) a nova versão do programa Desenrola. A iniciativa prevê o uso de recursos do FGO (Fundo de Garantia de Operações) para pagar os bancos em caso de calote dos beneficiários do programa.

O Desenrola 2.0 vai destinar R$ 2 bilhões já disponíveis no FGO como garantia das operações. Além disso, está autorizado um aporte de R$ 5 bilhões caso haja necessidade. Segundo o governo federal, não há impacto fiscal nesta fase inicial (uso de R$ 2 bilhões do FGO) do programa.

Os beneficiários poderão renegociar dívidas até R$ 15 mil por pessoa, após os descontos que variam de 30% a 90%. Nesta edição do programa, os beneficiários poderão usar até 20% do seu saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar suas dívidas.

Novo Desenrola

Os endividados beneficiados terão desconto de 30% a 90% no valor da dívida, poderão sacar até 20% no saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e terão juros de, no máximo, 1,99%.

O presidente Lula havia adiantado detalhes do programa em um pronunciamento na véspera do Dia do Trabalhador. Segundo ele, o programa poderá ser utilizado para a negociação de dívidas de cartões de crédito, cheque especial e pessoal, rotativo e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Bets

No discurso desta segunda, Lula voltou a frisar que quem for beneficiário do programa não poderá ter acesso a plataformas de apostas online por um ano. "Vamos fazer tudo isso com Fundo Garantidor, mas vocês não podem jogar em bet", declarou.

Endividamento recorde

A decisão do governo de estimular a renegociação de dívidas, ocorre em um momento em de juros elevados e de alto endividamento. A gestão do programa também se dá em um momento em que o presidente vai tentar a reeleição.

De acordo com o Banco Central, houve um novo aumento no indicador de endividamento das famílias, que em fevereiro chegou a 49,9%. Esse é o maior patamar da série histórica, iniciada em em 2005, dado que mostra a relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses.

Ainda segundo a autoridade monetária, o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida também bateu recorde, chegando a 29,7% em fevereiro.

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