Governo prorroga incentivo à exportação para empresas do Rio Grande do Sul

Mecanismo trata do drawback, mecanismo que isenta ou suspende por um período específico a incidência de determinados impostos sobre insumos importados que, depois de processados, são exportados

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Colheitadeiras durante colheita de soja em fazenda em Não Me Toque, no Rio Grande do Sul  • Diego Vara/Reuters
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O governo federal prorrogou por um ano os prazos de isenção, de redução a zero de alíquotas e de suspensão de tributos previstos nos regimes aduaneiros especiais de drawback para empresas do Rio Grande do Sul. A proposta já havia sido sinalizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em maio, mas a medida provisória só foi publicada nesta terça-feira (15).

O drawback é um mecanismo de incentivo à exportação aplicado pelo governo federal que isenta ou suspende por um período específico a incidência de determinados impostos sobre insumos importados  que, depois de processados, são exportados na forma de produtos mais elaborados.

A importação desses insumos ocorre sem oneração tributária, mas é condicionada à posterior exportação das mercadorias.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Secex), 211 empresas gaúchas usuárias do drawback suspensão possuem US$ 848 milhões em exportações previstas para 2024. Já no regime de drawback isenção, há 94 empresas que possuem US$ 360 milhões em reposições do estoque de insumos.

Os segmentos de químico, cutelaria, calçados, reboques e molduras de madeira são os principais beneficiários desse mecanismo, de acordo com o MDIC.

A medida estabelece que as empresas tenham prazo adicional de um ano para que comprovem essas exportações, sem que estejam sujeitas a multas e penalidades. A prorrogação será contada a partir do vencimento da concessão do drawback, que abrange concessões com vencimento entre 24 de abril e 31 de dezembro de 2024. 

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