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Governo publica decreto de programação orçamentária para 2025

Medida não traz bloqueios ou contingenciamentos adicionais, mas mantém limites prudenciais de empenho estabelecidos anteriormente

Cristiane Noberto, da CNN, em Brasília
Moedas de reais
Moedas de reais  • 15/10/2010 - REUTERS/Bruno Domingos
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O governo federal publicou nesta quarta-feira (30) o decreto de programação orçamentária e financeira após a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.

A medida não traz bloqueios ou contingenciamentos adicionais, mas mantém os limites prudenciais de empenho estabelecidos anteriormente.

Esses limites seguem divididos em três períodos — até maio, até novembro e até dezembro — com uma restrição temporária de R$ 121,5 bilhões até maio e de R$ 66,4 bilhões até novembro.

Os valores não distribuídos permanecem como “poupança” temporária, podendo ser liberados ao longo do ano conforme a evolução da arrecadação e da execução fiscal.

Segundo o decreto, os órgãos poderão empenhar até R$ 261,8 bilhões em despesas primárias discricionárias em 2025.

Esses valores correspondem às despesas discricionárias, ou seja, aquelas que o governo pode ajustar ou adiar, como investimentos e custeio da máquina pública, excluindo gastos obrigatórios como aposentadorias, benefícios e salários.

O decreto também detalha os valores autorizados para pagamento. Para despesas discricionárias com recursos do Tesouro, foram liberados R$ 190,9 bilhões; para aquelas com fontes próprias e vinculadas, outros R$ 55 bilhões. Além disso, o texto autoriza o pagamento de:

  • R$ 11,4 bilhões em emendas individuais impositivas (RP 6);
  • R$ 5,7 bilhões em emendas de bancada estadual (RP 7);
  • R$ 5,2 bilhões em emendas de comissão (RP 8).

Confira a distribuição por ministério

  • Saúde: R$ 61,06 bilhões;
  • Educação: R$ 33,86 bilhões;
  • Cidades: R$ 17,44 bilhões;
  • Transportes: R$ 15,13 bilhões;
  • Fazenda: R$ 13,04 bilhões;
  • Defesa: R$ 12,54 bilhões;
  • Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 10,34 bilhões;
  • Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: R$ 9,61 bilhões;
  • Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 7,82 bilhões;
  • Agricultura e Pecuária: R$ 4,9 bilhões;
  • Justiça e Segurança Pública: R$ 4,59 bilhões;
  • Esporte: R$ 2,77 bilhões;
  • Presidência da República: R$ 2,57 bilhões;
  • Turismo: R$ 2,47 bilhões;
  • Previdência Social: R$ 2,36 bilhões;
  • Relações Exteriores: R$ 2,34 bilhões;
  • Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 2,19 bilhões;
  • Portos e Aeroportos: R$ 1,82 bilhão;
  • Meio Ambiente e Mudança do Clima: R$ 1,69 bilhão;
  • Cultura: R$ 1,45 bilhão;
  • Gestão e Inovação em Serviços Públicos: R$ 1,32 bilhão;
  • Planejamento e Orçamento: R$ 1,21 bilhão;
  • Trabalho e Emprego: R$ 1,01 bilhão;
  • Comunicações: R$ 760,9 milhões;
  • Povos Indígenas: R$ 717,8 milhões;
  • Direitos Humanos e Cidadania: R$ 479 milhões;
  • Mulheres: R$ 348,4 milhões;
  • Igualdade Racial: R$ 199,5 milhões;
  • Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte: R$ 248,7 milhões.

Órgãos como o Banco Central do Brasil (R$ 502 milhões), a Advocacia-Geral da União (R$ 573,7 milhões), a Controladoria-Geral da União (R$ 148 milhões), além das agências reguladoras e autarquias como Anatel, Aneel, Anvisa, ANA, ANM, ANP, Ancina, Antaq, Anac e Cade, também contam com limites próprios de empenho e pagamento, definidos nos anexos do decreto.

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