Governo quer cursos para qualificar mão de obra em mineração estratégica
A iniciativa surge a partir do diagnóstico de que ainda falta mão de obra qualificada para lidar com o potencial dos minerais estratégicos

O governo federal quer criar cursos para formar profissionais aptos a atuar na mineração e no desenvolvimento de minerais estratégicos com foco na transição energética.
A ideia, neste momento, é que cursos técnicos sejam ofertados pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), enquanto as universidades públicas fiquem responsáveis pelas formações mais específicas, segundo relatos feitos à CNN.
O governo também pretende articular com instituições privadas de ensino para ampliar a oferta de cursos na área.
A iniciativa surge a partir do diagnóstico de que ainda falta mão de obra qualificada para lidar com o potencial dos minerais estratégicos, especialmente no uso desses insumos em tecnologias ligadas à transição energética.
Essa dificuldade não é exclusiva do Brasil. Um relatório da Agência Internacional de Energia, publicado em 2024, mostra que há escassez global de profissionais capacitados para atuar com esse tipo de tecnologia. O mercado paga altos salários.
Os recursos são utilizados na fabricação de tecnologias como painéis solares, veículos elétricos, baterias e bombas de calor.
O governo nega a ideia de que o Brasil se tornará apenas um exportador de minerais estratégicos, e para isso, precisa de profissionais aptos para esse setor.
O Plano Nacional de Minerais Críticos, que deve ser lançado até novembro, prevê o uso desses insumos como base para o desenvolvimento tecnológico e a industrialização do país — sem, no entanto, descartar sua exportação.
A meta, no médio prazo, é contar com mão de obra nacional preparada para lidar com esses recursos de forma estratégica.


