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    Governo terá fundo de até R$ 6 bilhões para financiar aéreas, diz ministro

    Segundo Silvio Costa Filho, previsão é que a medida seja anunciada pelo governo em 10 dias

    Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília
    Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

    Mayara da Pazda CNN

    Brasília

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo irá criar um fundo de até R$ 6 bilhões para financiar companhias aéreas do país.

    “Nós iremos apresentar ao país um fundo de financiamento da aviação brasileira, para que as empresas aéreas possam buscar crédito, se capitalizar e, com isso, poder ampliar investimentos na aviação — que vai desde o refinanciamento de dívidas, de investimentos em manutenção, como também compra de novas aeronaves”, disse o ministro a jornalistas, no Palácio do Planalto, após reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

    Segundo Costa Filho, a previsão é que a medida seja detalhada e anunciada pelo governo em 10 dias.

    A ideia da iniciativa é usar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para oferecer novas formas de financiamento. O fundo é formado com recursos pagos pela outorga de aeroportos concedidos ao setor privado.

    O FNAC tem cerca de R$ 8 bilhões em recursos contingenciados atualmente, segundo fontes do governo.

    A ideia é deixar esse dinheiro como uma garantia, em caso de inadimplência, para novas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a taxas mais modestas.

    Redução do querosene de aviação

    Durante o encontro desta quarta, também foi discutido um plano de redução do preço do querosene de aviação (QAV).

    De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, uma nova reunião sobre o assunto deve ocorrer no dia 1º de fevereiro.

    Conforme relatou Silvio Costa à imprensa, além das companhias aéreas, a discussão também envolve a Petrobras.

    “A gente está discutindo em relação à modelagem em relação ao QAV, há uma sensibilidade da Petrobras de poder discutir a questão do QAV. A gente está vendo a melhor formatação em discussão com as companhias aéreas e com a Petrobras”, afirmou.