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    Governo trabalha solução em “três frentes” para evitar nova tragédia no RS

    Tendência é de que a alemã GIZ, que trabalha desde os anos 1960 junto ao Brasil neste tipo de iniciativa, seja parceira do governo

    Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sobrevoo em Canoas, Canoas - RS.
    Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sobrevoo em Canoas, Canoas - RS. Foto: Ricardo Stuckert / PR

    Danilo Moliternoda CNN

    Enquanto ainda atende emergências no Rio Grande do Sul, o governo federal dá primeiros passos por uma “solução estrutural” para as regiões assoladas por enchentes há mais de um mês. A ideia é evitar que o episódio se repita, num contexto em que eventos extremos devem ser cada vez mais recorrentes.

    A partir da Infra S.A, empresa do governo responsável pelo planejamento e estruturação de projetos em transportes, contratará os estudos para trabalhar a solução em “três frentes”. A tendência é de que a alemã GIZ, que trabalha desde os anos 1960 junto ao Brasil neste tipo de iniciativa, seja parceira.

    A informação foi detalhada à CNN pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro. Segundo o número 2 da pasta, a primeira “frente” analisará drenagem dos afluentes do Lago Guaíba, que nascem na serra, como os rios Jacuí (responsável por 84,6% de suas águas), dos Sinos (7,5%), Caí (5,2%) e Gravataí (2,7%).

    Um segundo estudo buscará soluções para o esvaziamento ou retenção de líquidos do próprio Guaíba, em Porto Alegre e região metropolitana. Por fim, haverá uma frente voltado à Lagoa dos Patos (onde deságua o Guaíba), que analisará possibilidades de drenagem.

    Confira abaixo uma ilustração das áreas mencionadas:

    “Ninguém sabe ao certo o melhor caminho para se evitar que isso se repita. Vamos ter um diagnóstico mais preciso somente após estes três estudos, que ainda estamos modelando”, disse.

    Como mostrou a CNN recentemente, o episódio no Rio Grande do Sul acendeu “sinal de alerta” dentro do governo para necessidade de incentivar a resiliência de infraestruturas Brasil afora. A avaliação, no entanto, é de que o orçamento é curto e exige fontes alternativas de recursos, como fundos estrangeiros.