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    Grupo de transição não discutiu política de preço da Petrobras, diz Tolmasquim

    Coordenador do Grupo de Trabalho de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, fala sobre as intenções do novo governo para a estatal

    Diego Mendesdo CNN Brasil BusinessProduzido por Thiago Felixda CNN

    São Paulo

    Nessa terça-feira (29), Maurício Tolmasquim, coordenador do grupo de trabalho de Minas e Energia, falou à CNN Brasil sobre as principais prioridades do governo do presidente eleito Lula, no que diz respeito ao setor de energia.

    Ele, que é um dos cotados para chefiar o Ministério ou cargos importantes no segundo escalão do novo governo, disse que a equipe está fazendo um diagnóstico do setor para apresentar as ações emergenciais que serão propostas nos primeiros 100 dias do novo governo Lula.

    Sobre o valor dos combustíveis, Tolmasquim afirmou que até o momento não foi discutido nada em relação à questão da política de preços da Petrobras. “É claro que já foi anunciado durante a campanha que o governo [Lula] terá uma política de preços para o país, mas isso não afeta a política da Petrobras”, explicou.

    Segundo o coordenador, a política da estatal é definido pela diretoria executiva e pelo seu conselho.

    Referente à capacidade de refino da petroleira, Tolmasquim ressalta que é fundamental o país ter independência energética e não ficar à merce de choques de preços externos.

    “O Brasil deve ter o refino suficiente para prover e abastecer os produtos do mercado interno. Hoje, somos autossuficientes em petróleo, exportamos o produto bruto, mas quando tem algum problema, algum choque de preço, o país é vulnerável porque não refinamos todo o petróleo que é necessário para atender o mercado interno”, apontou.

    Tolmasquim adiantou que o grupo não está pensando em nenhuma medida de caráter amargo. “A ideia é tornar a Petrobras uma empresa de energia, inserir a Petrobras na questão da transição energética. Todas as grandes empresas de petróleo e gás do mundo estão seguindo esse caminho, tendo metas de descarbonização dos seus processos, e a Petrobras está muito atrasada nesse sentido”.

    Confira a entrevista completa no vídeo acima