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    Guerra causará déficit de petróleo, a menos que Opep amplie oferta, diz AIE

    Agência Internacional de Energia estima que guerra poderá retirar 3 milhões de barris por dia de petróleo da Rússia dos mercados globais a partir de abril

    do Estadão Conteúdo

    A invasão da Ucrânia pela Rússia e as consequentes sanções impostas ao petróleo russo vão pesar na economia global e levar o mercado da commodity a uma situação de déficit, a menos que grandes produtores ampliem sua oferta, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE).

    Em relatório mensal publicado nesta quarta-feira (16), a AIE diz que os mercados de energia estão diante da maior crise de oferta em décadas, que poderá resultar em mudanças duradouras.

    A AIE estima que a guerra no Leste Europeu poderá fazer com que 3 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo da Rússia deixem os mercados globais a partir de abril.

    A agência cortou sua previsão para a oferta global em 2022 em 2 milhões de bpd, a 99,5 milhões de bpd, com base no que a Opep+ – formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados – concordou em produzir.

    Pelos cálculos da AIE, a oferta da Opep+ está 1,1 milhão de bpd abaixo de sua meta.

    De acordo com a AIE, países que integram o grupo estão prontos para liberar mais petróleo de suas reservas, se necessário, e a crise de energia provocada pelo conflito russo-ucraniano deverá acelerar a transição energética para fontes renováveis.

    Ainda no relatório, a AIE também reduziu sua previsão de aumento na demanda global por petróleo este ano, de 3,2 milhões de bpd para 2,1 milhões de bpd.

    A AIE informou também que os estoques de petróleo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sofreram redução de 22,1 milhões de barris em janeiro, a 2,62 bilhões de barris, atingindo o menor nível em quase oito anos.

    Dados preliminares sugerem que houve nova queda em fevereiro, de 29,8 milhões de barris.