Guerra no Oriente Médio: Brasil não será afetado no curto prazo, diz Haddad

Ministro da Fazenda prega cautela e afirma que bom momento da economia brasileira deve conter impactos imediatos, mas que situação pode mudar com uma escalada no conflito

Bruno Teixeira, da CNN Brasil, em São Paulo
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pregou cautela e afirmou que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã, no Oriente Médio, não deve afetar a economia brasileira no curto prazo.

Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (2), Haddad declarou que o principal motivo para que os impactos não sejam sentidos é a boa fase da economia brasileira.

"A Fazenda está acompanhando evidentemente que a escala do conflito vai determinar muita coisa. Agora a economia brasileira está num momento muito bom de atração de investimento. Então mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar", ponderou o ministro.

"Nesse momento, nós vamos acompanhar com cautela e eventualmente estar preparado para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer", pontuou.

O chefe da equipe econômica destacou o desempenho do Brasil na exportação de petróleo e disse confiar na atuação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto à ONU (Organização das Nações Unidas) para a resolução do conflito.

"O Brasil tem uma pauta de exportação, tem um superávit na pauta de petróleo. Ninguém está contando com isso para tirar a vantagem, muito pelo contrário. O presidente Lula tem sido uma voz importante internacional no sentido de buscar a paz e resolver os conflitos. Mas nós vamos aguardar e eventualmente nos prevenir se houver necessidade de uma ou outra medida", concluiu.

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