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Haddad cita “espírito republicano” e parceria para túnel Santos-Guarujá

Na cerimônia de leilão da obra, ministro buscou dividir créditos com Tarcísio e vinculou realização a Lula

Adriana De Luca e Cristiane Noberto, da CNN, São Paulo e Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (5) que a obra do túnel Santos-Guarujá seja vista como resultado de um esforço conjunto entre a União e o estado de São Paulo.

As falas foram feitas após o leilão do túnel, realizado na B3. A vencedora da concessão foi a portuguesa Mota-Engil, após meses de idas e vindas no processo.

“Eu vejo, aqui e ali na imprensa, a menção à disputa de protagonismo sobre essa obra. Se tem uma coisa que não aconteceu no túnel Santos-Guarujá foi a disputa por protagonismo. Desde o começo, os diálogos do governo federal e estadual foram republicanos para viabilizar a obra", pontuou Haddad.

"Ninguém ficou querendo sair na foto para deixar o outro para trás. Os dois governos deram as mãos para chegar ao dia de hoje e celebrar essa grande contratação. Daqui a uns anos, vamos celebrar a inauguração dessa obra, porque é assim que se faz política, é assim que se faz democracia”, disse.

Ao citar o resgate do PAC e a retomada do orçamento federal para infraestrutura, Haddad reforçou que sem a participação da União, o projeto, aguardado há cem anos, não teria saído do papel.

O ministro também associou o túnel a uma lista de realizações históricas do presidente Lula, como a transposição do Rio São Francisco e a aprovação da reforma tributária.

No discurso, Haddad evitou confronto direto com o governador do estado, Tarcísio de Freitas, mas buscou amarrar o simbolismo da obra à figura de Lula e à imagem de cooperação republicana que o governo tenta projetar.

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