Haddad confirma anúncio de plano de contingência nesta quarta

Segundo ministro da Fazenda, medidas de socorro estão 100% definidas

Cristiane Noberto e Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o plano de contingência para produtos afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos será anunciado nesta quarta-feira (13).

"O presidente disse que sim. Eu não sei os preparativos, que não é a minha alçada. Ele ia assinar hoje, mas preferiu anunciar amanhã. Está na linha do que eu já disse nas emissoras e em outras entrevistas. Exatamente aquilo. Mas vai estar detalhado os valores, os processos", afirmou o ministro após participar de uma comissão no Congresso.

Na tarde desta terça-feira (12), o Palácio do Planalto disparou convites para diversos empresários convidando-os para o anúncio da medida provisória de ajuda aos setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos. O evento está marcado para 11h30 desta quarta, em Brasília.

“O texto está 100% definido. É um projeto que contempla as várias demandas do setor produtivo. Nós tivemos reuniões com os setores produtivos. E eu penso que, dentro dos limites estabelecidos, ele contempla particularmente os setores afetados pelo tarifaço”, destacou.

De acordo com o ministro, a última reunião sobre o tema junto com o presidente Lula e os ministros envolvidos foi no último domingo (10).

O plano vem sendo elaborado há mais de um mês, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que elevaria para 50% as taxas de importação para produtos vindos do Brasil.

No entanto, poucos dias antes da medida entrar em vigor, a Casa Branca publicou um decreto tirando da lista cerca de 700 produtos brasileiros.

Os setores que ficaram dentro das taxas são os que mais preocupam o governo, que tem ouvido empresários de diversas frentes com pedidos de socorro para manter empregos e renda.

Com o início da taxação no último dia 6, os setores têm reclamado da demora do anúncio das medidas e relatam frustração com a falta de solução do governo.

Já há relatos de demissões, cancelamento de investimentos futuros e dificuldade de encontrar alternativas para venda dos produtos que estavam prontos e encomendados para exportação ao mercado americano.

A prioridade é manter os empregos e conceder crédito aos setores que precisarem. No entanto, Haddad garantiu responsabilidade fiscal e afirmou que todas as soluções “vão ficar dentro da meta” — que este ano é de déficit zero.

Haddad também afirmou que não haverá waiver, jargão econômico que significa que as regras das medidas serão aplicadas integralmente, sem exceções ou flexibilizações, como aconteceu com o pagamento de precatórios, por exemplo

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