Haddad descarta impactos fiscais com medida que zera Pis e Cofins do diesel

Medida foi anunciada pelo Palácio do Planalto para mitigar os efeitos da volatidade do petróleo nos preços do combustível no Brasil

Vitória Queiroz, Duda Cambraia, da CNN Brasil, em Brasília
Compartilhar matéria

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a decisão do governo de zerar o PIS e Cofins da importação do diesel não trará impactos fiscais à economia brasileira. Segundo o chefe da pasta econômica, o anúncio também é independente da política de preços da Petrobras.

“As medidas tomadas aqui não afetam em absolutamente em nada e são independentes da política de preços da Petrobras”, declarou Haddad.

Na prática, o anúncio do Planalto elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro. De acordo com o governo, o anúncio reduz a pressão sobre o diesel, insumo essencial para o transporte de cargas, a produção agropecuária e o abastecimento das cidades.

O pacote do governo federal também inclui o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro, que deverá ser repassada.

Juntas, as duas medidas somam R$ 30 bilhões em renúncia fiscal. Por outro lado, governo também anunciou um imposto de exportação de petróleo e diesel que tem potencial arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Por essa razão, o Ministério da Fazenda estima que as medidas terão impacto fiscal neutro.

Impacto para consumidor

As duas medidas têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro do diesel nas bombas. Com isso, a equipe econômica espera conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população.

A medida provisória também cria estabelece uma alíquota de 12% do imposto sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos e uma alíquota de 50% do imposto sobre a exportação de óleo diesel.

De acordo com o Palácio do Planalto, as alíquotas do imposto de exportação têm caráter regulatório para aumentar o refino interno e garantir o abastecimento à população. Apesar do caráter regulatório, o governo estima R$ 30 bilhões em arrecadação, que será usado para compensar a renúncia fiscal da isenção do Pis/Cofins e subvenção.

A MP dota a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) de novos instrumentos de fiscalização no mercado de combustíveis para coibir práticas lesivas ao consumidor. Entre elas, o aumento abusivo de preços e a retenção especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.

Um decreto também será publicador para determinar que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais