CNN Brasil Money

Haddad diz que Brasil está "muito melhor" e comemora ambiente de negócios

Ministro afirmou que governo deve entregar melhor resultado fiscal dos últimos quatro anos

Pedro Zanatta, da CNN Brasil, São Paulo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad  • Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Compartilhar matéria

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teceu elogios ao desempenho do governo na economia e ressaltou que nos últimos anos criou-se um ambiente de negócios favorável no país.

"O Brasil está em uma situação muito melhor. [...] Vamos ter a menor inflação em quatro anos, o maior crescimento em quatro anos. Vamos ter o melhor resultado fiscal em quatro anos", disse Haddad nesta terça-feira (4) durante o Bloomberg Green Summit, em São Paulo.

O ministro citou a quantia de leilões na área de infraestrutura que têm ocorrido ao longo do ano na B3. Segundo ele, foram os números foram os maiores em décadas.

Haddad falou ainda das expectativas de resultados econômicos que podem ser alcançados com a reforma tributária. No cenário mais pessimista, o impacto no PIB (Produto Interno Bruto), segundo o ministro, é de 12%. Já no cenário otimista, o projeto pode elevar a soma da economia em 20%.

O chefe da Fazenda destacou a reforma da renda, citando a nova etapa que envolve o Imposto de Renda. Segundo Haddad, "a desigualdade está impedindo o crescimento".

Taxa de juros

Haddad não poupou críticas ao atual patamar da taxa básica de juros no Brasil, que está em 15% ao ano. O ministro classificou como "insustentável" o juro real girar em torno de 10%, citando que existe uma linha tênue para que a dose do remédio se transforme em veneno.

"Eu tenho alergia à inflação, mas há uma questão de razoabilidade", disse o ministro.

As falas de Haddad ocorrem na véspera da próxima decisão do Conselho de Política Monetária do Banco Central. A expectativa dos analistas é de que o Copom mantenha a Selic no atual patamar e esperam sinalizações importantes no comunicado, visto que os Estados Unidos têm reduzido as taxas do país.

As críticas também se voltaram ao mercado financeiro que, segundo ele, torce contra o governo. "Expectativa no Brasil tem muita torcida. Vejo gente torcendo contra o país, no mercado financeiro", afirmou.

Haddad reforçou o compromisso do governo com as metas fiscais e do arcabouço. Segundo ele, o governo "está decidido a fazer o que não foi feito de 2015 para cá".

Acompanhe Economia nas Redes Sociais