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    Haddad diz que enviará na próxima semana novas medidas ao Congresso mirando déficit zero

    Ministro falou em café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (22)

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em café da manhã com jornalistas, no prédio da pasta, em 22 de dezembro de 2023
    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em café da manhã com jornalistas, no prédio da pasta, em 22 de dezembro de 2023

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    Com o intuito de assegurar a arrecadação para o próximo ano e garantir a meta de zerar o déficit fiscal em 2024, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que vai enviar um conjunto de novas medidas econômicas ao Congresso Nacional na próxima terça-feira.

    “Não são tantas e são muito razoáveis, já foram objeto de discussão na Câmara e no Senado. São evidentes os problemas enfrentados por essas medidas. Tem conta feita pela Receita Federal que vai dar segurança para os parlamentares julgarem. Temos segurança de que vai ser coisa boa para o país”, disse o ministro em café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (22).

    Uma das principais medidas é a alternativa a desoneração da folha de pagamento à 17 setores. Haddad já havia dito que o governo vai judicializar a questão, mas uma proposta será enviada ao parlamento para compensar o rombo de cerca de R$ 20 bilhões.

    “Vamos combinar que esse negócio da desoneração foi prorrogado um milhão de vezes, não era para ser assim. Depois que você coloca o jabuti na árvore, é difícil tirar. Vamos compensar a desoneração da folha. A desoneração tem medidas compensatórias dos 17 setores. Em relação aos municípios, não há dúvida de que é inconstitucional. Da maneira como a lei foi aprovada, não vai resolver o problema. Vamos resolver por mesa de negociação”, disse.

    Haddad ainda frisou que vai aguardar a publicação das medidas que foram aprovadas no Congresso até esta quinta-feira (21) para compensar o que precisa para chegar ao déficit zero.

    “Tenho que seguir um protocolo, não posso adiantar. Até porque vão dizer: o Haddad aprovou tudo, vai encaminhar de novo? Não se trata disso. Desde o começo do ano falei que não íamos criar impostos novos, aumentar alíquotas. Estamos seguindo a Constituição, que diz que não podemos abrir mão de receitas previdenciárias, vale pra todo mundo, pra quem paga e pra quem contribui”, apontou.