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Haddad diz que "extrema-direita" brasileira está envolvida em taxa de Trump

Segundo o ministro da Fazenda, atuação contraria os interesses nacionais e representa uma minoria conspirando contra o país

Cristiane Noberto, da CNN, Brasília
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento no Palácio do Planalto  • Reprodução: GOV
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (10) que setores da "extrema-direita" brasileira estão envolvidos na decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% as exportações de aço e alumínio do Brasil para aquele país.

Segundo ele, esses grupos têm responsabilidade direta pela retaliação comercial.

“Temos a expectativa também de que, diante da evidência, inclusive pública, de que eles se envolveram em um ataque ao Brasil, a extrema-direita brasileira está envolvida no ataque dos Estados Unidos ao Brasil, que ela agora procure corrigir o estrago que fez. Lembrando que temos ainda algumas semanas e temos que diplomaticamente agir”, afirmou.

Haddad também citou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do cargo para viver nos Estados Unidos, como um dos que celebraram a decisão de Trump.

“Me parece que não se trata nem de pedir uma investigação, é por só declaradamente estar agindo contra os interesses nacionais. [...] Não é uma coisa aceitável uma pessoa fazer uma coisa dessas. Isso realmente deveria indignar a todos nós brasileiros”, destacou Haddad.

Para o ministro, há minoria que “conspira” contra o país, mas a maioria da sociedade permanece comprometida com os interesses nacionais.

“99% das pessoas são Brasil, vão lutar pelo Brasil. Agora, se tem uma minoria de 1% que está conspirando contra o país, eu penso que eles vão receber a devida resposta da sociedade brasileira”, pontuou.

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