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    Haddad diz que governo busca crescimento acima de 2% do PIB em 2024

    Ministro da Fazenda destaca "marco das garantias" como fator para impulsionar crescimento

    Ministro Fernando Haddad
    Ministro Fernando Haddad 28/08/2023REUTERS/Adriano Machado

    Gabriela Pradoda CNN

    Brasília

    O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta terça-feira (30) que o governo projeta um ano melhor do que o previsto pelo mercado e trabalha com possibilidade de crescimento acima de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Para Haddad, uma das medidas que deve impulsionar o crescimento é a mudança de padrão de crédito pela entrada em vigor do “marco das garantias”. O projeto, aprovado em 2023 pelo Congresso, altera as regras das garantias para empréstimos para aumentar acesso ao crédito e diminuir os juros.

    “Estamos trabalhando com crescimento superior a 2%. Uma das coisas importantes que estamos falando com os bancos, em geral, e com os bancos públicos, em particular, é que o marco de garantias vai mudar o padrão do crédito no Brasil. Tanto do crédito imobiliário, quanto do financiamento de veículos e bem duráveis em geral. Isso pode potencializar muito também o crescimento”, comentou o ministro.

    Super quarta

    O Ministro afirmou que espera uma “semana tranquila” quando questionado sobre as definições da chamada “super quarta”, amanhã (31), quando o Banco Central (BC) e o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) definem as taxas de juros.

    Haddad disse que aguarda notícias mais positivas no fim do primeiro semestre e acredita que se esse cenário se confirmar, pode “projetar uma taxa de juros para além do que estamos imaginando, hoje, no Brasil”.

    O ministro, porém, ressaltou que, por enquanto, essa avaliação é especulativa.

    “Eu penso que as notícias para o meio do ano são boas. Se isso acontecer [o início de corte de juros nos EUA] vai ser muito bom para o Banco Central, porque o horizonte dele [do BC] pode mudar relativamente para melhor”, afirmou.

    “E isso pode projetar uma taxa de juros terminal, nesse ciclo de cortes, para além do que estamos imaginando hoje, mas isso são especulações, vamos avaliar como as coisas andam. Mas estou confiante de que podemos ter um ano muito bom, melhor do que as estimativas atuais”.

    Déficit de 2023 e dívida pública

    Haddad voltou a insistir que o déficit nas contas públicas e o crescimento da dívida são reflexos principalmente das medidas tomadas em 2022, pelo governo de Jair Bolsonaro, com desoneração do ICMS e o “calote nos precatórios”.

    “A evolução da dívida se deve a dois fatores, uma inflação muito elevada em 2022, artificialmente deprimida com as medidas tomadas contra os governos estaduais, e os calotes dos precatórios. Então, a combinação de taxas de juros muito elevadas com o pagamento do calote explica a evolução da dívida pública brasileira”, disse.

    Nesta terça, o Tesouro divulgou que a dívida pública cresceu 3,09% em dezembro de 2023, encerrando o ano em R$ 6,52 trilhões. Ainda na segunda-feira (29), a Fazenda divulgou que o déficit primário ficou em R$ 230,5 bilhões no ano passado.