Haddad diz que "todo mundo está apreensivo" à espera de tarifas de Trump

Ministro afirmou que onda não deve ser passageira e outros momentos como este “virão com intensidade”

Cristiane Noberto, da CNN, em Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que "todo mundo está apreensivo" no cenário econômico mundial.

A fala foi dada nesta quarta-feira (2), durante as comemorações dos 60 anos do Banco Central (BC), justamente no dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar novas tarifas comerciais que podem afetar o Brasil.

"Não é fácil o momento que estamos vivendo. É um desafio global muito interessante, todo mundo muito apreensivo. O dia de hoje é um dia muito particular que o mundo está vivendo, outros virão com essa mesma intensidade", afirmou sem citar diretamente o presidente norte-americano.

Haddad ainda afirmou que a onda não deve ser passageira e outros momentos como este “virão com intensidade”.

“Outros virão com essa mesma intensidade, mas quanto mais nós tivermos clareza de que sim, podemos divergir, colocar as nossas opiniões a serviço do país, de que sempre haverá o cidadão para dar a última palavra", continuou.

Haddad já havia se manifestado no dia anterior, em uma coletiva de imprensa em Paris, na França, que causaria “estranheza” caso os EUA venham a aplicar alguma “retaliação injustificável” no Brasil.

Na visão dele, os dois países têm boas parcerias e acredita no diálogo para resolver qualquer impasse.

Nesta quarta, Donald Trump deve anunciar uma série de tarifas recíprocas para diversos parceiros comerciais, inclusive o Brasil.

Com promessas de reduzir a dívida nacional e reequilibrar o comércio global, Trump já promulgou tarifas abrangentes contra importantes parceiros comerciais e setores-chave — incluindo aço e alumínio — enquanto ameaça mais tarifas sobre outros.

As políticas comerciais de Trump têm sido impulsionadas por uma série de objetivos que diferem da justificativa oferecida por administrações anteriores.

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