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    Haddad e Tebet defendem agenda de revisão de gastos: “posição da área econômica”

    Reunião entre ministros teve como foco a discussão do Orçamento de 2025, que deve ser enviado até dia 31 de agosto

    Ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) falam com jornalistas após reunião 13/06/2024
    Ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) falam com jornalistas após reunião 13/06/2024 Diogo Zacarias/MF

    Cristiane Nobertoda CNN Brasília

    Os ministros da equipe econômica do governo Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) defenderam nesta quinta-feira (13) uma agenda de revisão de gastos do governo. As declarações vêm em meio ao ceticismo do mercado financeiro quanto ao fiscal do país, que tem focado mais em aumentar tributos para arrecadar do que propostas efetivas para cortar despesas.

    Os ministros falaram em conjunto na portaria do Ministério da Fazenda após uma reunião ocorrida nesta manhã para debater sobre este tema.

    “A revisão de gastos é a posição da área econômica, estamos absolutamente sintonizados. O fato da Fazenda cuidar mais das receitas e o Planejamento mais das despesas, não significa que não estejamos trocando impressões sobre viabilidade das propostas toda hora. As equipes estão o tempo todo endereçadas em relação a isso. Então, para nós tudo facilita”, disse Haddad.

    O ministro ainda defendeu que os gastos primário, tributário e financeiro do Banco Central, também precisam ser revistos.

    Haddad ainda frisou que a reunião teve como foco a discussão do Orçamento de 2025, que deve ser enviado até dia 31 de agosto. Segundo ele, julho será um mês “mais intenso de trabalho”

    “Estamos botando bastante força nisso, fazendo uma revisão ampla e restrita para ver o que pode ser feito e para acomodar as várias pretensões legítimas do congresso e executivo sobretudo para ter tranquilidade ano que vem”, destacou.

    Tebet foi na mesma linha e voltou a defender especialmente a revisão de gastos tributários.

    “Se estamos falando de R$ 630 bilhões em renúncia só de gastos tributários, imagina em outras medidas, então tem uma ampla margem. Ainda tem algumas cartas na manga, o ministro Haddad sabe ainda de onde fazer esse recurso inclusive com relação a fraudes”, disse.

    Ela ainda acrescentou que “está apenas começando” e que as equipes dos dois ministros têm liberdade de apresentar as propostas para que eles façam os filtros. Mas que o “cardápio” ainda não foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).