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    Haddad se encontra com Papa e defende economia global para combater miséria e pobreza

    Na avaliação de auxiliares do ministro, uma sinalização pública do Papa seria importante para que outros líderes mundiais se juntem à proposta

    Servizio Fotografico/Vatican Media

    Cristiane Nobertoda CNN Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve uma audiência particular com o Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (6). O chefe da equipe econômica brasileira está no Vaticano, onde realizou uma série de agendas nos últimos dias.

    Haddad foi ao Papa pedir apoio à proposta brasileira de taxação de multimilionários para financiar o combate às mudanças climáticas e fome no mundo.

    Na avaliação de auxiliares do ministro, uma sinalização pública do Papa seria importante para que outros líderes mundiais se juntem à proposta.

    O modelo, que vem sendo desenhado pela equipe de Haddad em conjunto com a vencedora do prêmio Nobel de Economia Esther Duflo e pelo economista Gabriel Zucman, consiste em criar um sistema tributário internacional ao qual os impostos de grandes corporações teriam uma alíquota de 15%.

    O plano também exigiria que os multimilionários pagassem impostos no valor de pelo menos 2% da sua riqueza total todos os anos.

    Os valores recolhidos seriam direcionados a um fundo social e revertidos para o combate a mudanças climáticas e à pobreza, além do financiamento de projetos voltados ao meio ambiente.

    “Uma inclinação afetuosa do espírito para a vida é o caminho para uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Uma economia global de laços que combatam a miséria e a pobreza”, escreveu Haddad na rede social x.

    Nas imagens divulgadas pela Comunicação da Santa Sé, o sumo pontífice aparece ao lado de Haddad segurando um objeto que parece ser uma cuia de chimarrão, principal bebida consumida no Rio Grande do Sul.

    Em sua visita ao Vaticano, Haddad participou de reuniões bilaterais e da conferência “Enfrentando a crise da dívida no Sul Global”, co-organizada pela Universidade de Columbia e pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

    Na ocasião, o ministro citou as enchentes no RS e defendeu uma cooperação internacional em torno da taxação de super-ricos para financiar o combate às mudanças climáticas.