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Haddad se reúne com Lula para alinhar pacote alternativo ao IOF

Medidas já foram apresentadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto  • 12/01/2023 - REUTERS/Adriano Machado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta terça-feira (10), no Palácio do Alvorada, em Brasília.

No encontro, está prevista a apresentação do pacote de medidas que substitui o decreto que ampliava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), publicado em maio.

No último domingo (8), Haddad participou de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e líderes partidários para apresentar as propostas.

Depois do encontro na Residência Oficial da Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda afirmou que as medidas seriam detalhadas após aval do presidente Lula. O chefe do Executivo estava em viagem oficial à França e retornou na noite desta segunda-feira (9).

Medidas

Entre os pontos principais estão a recalibragem do decreto do IOF, uma medida provisória com novas compensações, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para revisar benefícios tributários e o compromisso com o controle de gastos primários.

A apresentação da Fazenda aos parlamentares para recalibragem do IOF inclui:

  • Redução do IOF sobre crédito para empresas;
  • Corte de 80% na tributação de operações com risco sacado;
  • Redução do IOF sobre seguros de vida com prêmio por sobrevivência (VGBL);
  • Cobrança de alíquota mínima sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC);
  • Isenção de IOF sobre o retorno de investimentos estrangeiros diretos, a exemplo do que já ocorre com investimentos financeiros e no mercado de capitais.

Para compensar parte da arrecadação, o governo vai elevar outras tributações. Uma das principais medidas é o aumento na alíquota das apostas esportivas. A taxação sobre as chamadas "bets" passará de 12% para 18%.

Outra mudança prevista é o fim da isenção dos rendimentos de LCI e LCA. Esses títulos de renda fixa passarão a ter alíquota de 5% no Imposto de Renda.

A alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) também será alterada. A proposta é eliminar a menor faixa hoje vigente (9%) para fintechs, aproximando a cobrança da que é feita sobre bancos, com alíquotas de 15% e 20%.

O pacote ainda prevê um projeto de lei complementar que reduz em 10% as isenções fiscais, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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