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Haddad: Vamos normalizar curva de crescimento do BPC

Ministro da Fazenda afirma que governo federal está concluindo a tarefa de encontrar uma fonte de financiamento para que o benefício não seja descontinuado

Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Poliana Santos, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (10) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “normalizando” a curva do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

“Nós estamos normalizando a curva do BPC, que também foi uma mudança na legislação em 2021 que flexibilizou os critérios de elegibilidade e isso impactou em quase R$ 40 bilhões por ano e nós estamos concluindo a tarefa de encontrar uma fonte de financiamento para que o programa não seja descontinuado”, disse o ministro em entrevista à CNN Brasil.

Nos últimos cinco anos, o gasto com o benefício dobrou, conforme mostrou a CNN Brasil, pressionando o orçamento público.

O BPC é garantido a pessoas com 65 anos ou mais ou com deficiência e renda familiar per capita igual ou menor que 25% do salário mínimo. Desde outubro, o governo passou a permitir que famílias mantenham o benefício mesmo em caso de variação de renda.

Haddad também afirmou que herdou um cenário fiscal difícil, citando medidas de compensação adotadas ainda no governo Temer. “A União compensou mais de R$ 500 bilhões para empresas apenas no ano passado e há mais de R$ 60 bilhões previstos até o ano que vem. São problemas gravíssimos herdados que estamos equacionando de maneira consistente.”

O ministro destacou que a perspectiva para os próximos anos é positiva, com a entrada em vigor da reforma tributária em 2027, que, segundo ele, poderá adicionar até 12% ao PIB em dez anos.

“Tem muita coisa que não está na conta dos pessimistas, como a reforma do crédito e do mercado de seguros. Eles são bons porque nos alertam para o que ainda precisa ser feito, e vamos continuar fazendo”, disse.

Haddad encerrou ressaltando que a preocupação do governo vai além do crescimento econômico. “Pela primeira vez na história colocamos o dedo numa questão central [Imposto de Renda], que é a desigualdade de renda. Queremos um país próspero para todos.”

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