Horário limitado preocupa empresários de bares e restaurantes em SP

Proprietários de estabelecimentos afirmam que restringir funcionamento até as 17h será prejudicial para os negócios, que registram maior movimento à noite

Da CNN, em São Paulo
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Bares, restaurantes e salões de beleza reabrem na próxima segunda-feira (6), em São Paulo. A CNN conversou com os emprésarios Isaac Azar, proprietário do restaurante Paris 6, e Caire Aoas, sócio da Fábrica de Bares.

Ambos concordaram que é preciso seguir à risca as orientações das entidades de saúde para a proteção de clientes e funcionários, mas afirmam que o horário de funcionamento estipulado, que determina o fechamento dos restaurantes às 17h, é prejudicial para os negócios.

"A redução de horário até às 17h muda completamente toda a nossa organização e estrutura. É uma reabertura quase sem reabertura. Quase 70% do funcionamento das nossas casas se dá após às 17h", afirmou Azar.

Das seis unidades do Paris 6 na capital paulista, ele disse que abrirá somente uma. "Não compensa trazer mais prejuízo somado ao dos últimos três meses." 

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Aoas compartilhou que está sendo bastante cauteloso para a reabertura, mas também criticou o horário de funcionamento de bares. "Não é assertivo essa medida. É como se tivessémos praia e pudéssemos ir somente depois das 21h", exemplificou. Para ele, a prefeitura deveria rever o período de abertura para esses locais.

Os dois empresários disseram que vão medir a temperatura dos cliente na entrada, e oferecer álcool em gel. "Todo mundo tem um desejo grande de voltar a frequentar esses locais, mas também tem medo até conquistar essa confiança", avaliou Aoas.

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