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    Ibovespa desaba 12% e tem maior queda desde 1998; Petrobras cai quase 30%

    Negócios foram afetados por tensão global com o tombo dos preços do petróleo e temores sobre o avanço do coronavírus

    Do CNN Brasil Business, em São Paulo

    A bolsa paulista desabou 12,17%, nesta segunda-feira (9), aos 86.067 pontos, maior queda percentual diária desde setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. Os negócios foram afetados pelo tombo nos preços do petróleo e por temores relacionados ao avanço do coronavírus. 
     
    Durante a manhã, perto das 10h30, o pregão foi interrompido por trinta minutos, com o acionamento do circuit breaker. A última vez que o circuit breaker foi acionado foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como “Joesley Day”, após vir a público gravação de conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista e sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos.
     
    Entre as principais quedas, as ações da Petrobras desabaram quase 30%. Os papéis PN (preferenciais, sem direito a voto) caíram 29,7%, e os ON (ordinários, com direito a voto) tiveram perda de 29,68%. Em valor de mercado, a estatal perdeu cerca de R$ 91 bilhões 
     
    O tombo das ações da Petrobras acontece após a decisão da Arábia Saudita derrubar os preços do petróleo e adicionarem incertezas a um mercado já melindrado por preocupações com os reflexos do coronavírus na economia global.
     
    O petróleo Brent fechou em queda de 24,1%, a US$ 34,36 o barril, após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, bem como cortado preços oficiais de venda de petróleo. Na mínima, o Brent caiu 30%, o maior recuo diário desde a Guerra do Golfo, em 1991.
     
    A perda do Ibovespa também foi incluenciada pelas quedas das ações ordinárias da Vale (15,2%), das preferenciais de bancos como o Itaú (6,93%) e Bradesco (7,2%), e de aéreas como Gol (17,43%) e Azul (17,01%).  

     
    Após essa segunda-feira, o Ibovespa passou a acumular queda de 25,6% em 2020. “Ainda estamos passando por um momento perigoso, com extrema volatilidade”, chamou a atenção a equipe do BTG Pactual.

    “Nesse cenário, a tendência é que o mercado adote postura conservadora e se feche”, afirmou o presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci, alertando que não há solução fácil, mas que os governos devem estudar medidas de estímulo econômico, principalmente fiscal e via compra direta de ativos.

     
    (Com Reuters

    Bolsa de SP abriu estável

    Ibovespa registrou nesta segunda a maior perda porcentual desde setembro de 1998 

    Foto: Nacho Doce/REUTERS (21.03.2019)