Impactos do coronavírus trazem incerteza e insegurança ao mercado de trabalho
Com a roda da economia girando devagar, trabalhadores que não conseguem exercer seu trabalho remotamente podem estar na berlinda

Para o professor de economia da Universidade de São Paulo Hélio Zilberstein, as demissões podem ocorrer, mas irão depender de como as empresas enxergam a crise.
“Se as empresas acharem que o coronavírus é algo passageiro,não realizarão demissões, ou farão muito poucas. Custa caro demitir, não só pelos custos do processo, mas pelo tempo e treinamento investidos no funcionário.”
Segundo dados da Organização Mundial do Trabalho, a crise pode tirar o emprego de até 24,7 milhões de pessoas ao redor do planeta, causando impacto de até R$ 17 trilhões.
Para driblar os efeitos da pandemia, a empresa de auditorias Crowe já tem atualmente 85% de seus funcionários alocados em home office, número que, segundo Marcelo Lico, sócio-fundador da empresa, deve chegar a 100% na próxima semana.
Diante da situação inesperada, a chave é a solidariedade, segundo o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra.
“Momentos de crise são momentos de união. É neste momento que empresários e trabalhadores devem estar unidos para, quando superado o momento, voltar a crescer. O trabalho remoto é uma solução, mas, para aqueles que não conseguem exercer suas atividades de casa, a redução de salario ou de jornada é a saída”, afirmou.