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    Indicador de incerteza da FGV cai 4,9 pontos em setembro ante agosto

    A 111,7 pontos, é a primeira vez que o IIE-Br fica perto de um "nível confortável", abaixo dos 110 pontos, desde o início da pandemia de Covid-19, disse a FGV

    Vinicius Neder, do Estadão Conteúdo

    O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) caiu 4,9 pontos na passagem de agosto para setembro, para 111,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Com a queda, o indicador atingiu em agosto o menor nível desde novembro de 2019, quando ficou em 105,1 pontos. Segundo a FGV, é a primeira vez que o IIE-Br fica perto de um “nível confortável”, abaixo dos 110 pontos, desde o início da pandemia de Covid-19.

    “O resultado é motivado pela melhora do cenário para a atividade econômica e para o mercado de trabalho, além da redução da pressão inflacionária nos últimos meses. O quadro eleitoral parece exercer pouca influência no indicador até o momento e a convergência do IIE-Br para níveis inferiores a 110 pontos dependerá das perspectivas para a continuidade da atual fase de crescimento e para o cenário político pós-eleição”, diz a nota divulgada nesta sexta-feira, 30, pela FGV.

    O IIE-Br é formado por dois componentes, que caminharam no mesmo sentido de queda em setembro.

    O primeiro é o IIE-Br Expectativa, construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA, que caiu 3,8 pontos em setembro, para 111,6 pontos.

    Com isso, o componente contribui negativamente com 1,0 ponto para a variação agregada do IIE-Br em setembro.

    O outro componente, o IIE-Br Mídia, faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza.

    O componente recuou 4,5 pontos em setembro ante agosto, para 110,6 pontos, contribuindo com 3,9 pontos para a queda agregada do indicador.