Indústria na China cresce no ritmo mais lento em 4 meses, mostra PMI

Resultado fica aquém do esperado com volume mais baixo de novos pedidos

Por Liangping Gao e Ryan Woo, da Reuters
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O setor industrial da China cresceu ​em julho no ritmo mais lento ​dos últimos quatro meses, com a produção e os novos pedidos apresentando um aumento mais lento, enquanto os pedidos de exportação voltaram a crescer após contração, segundo uma pesquisa do setor privado nesta segunda-feira.

O PMI (Índice de Gerentes de Compras) do RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P ⁠Global, caiu de 51,7 em ​junho para 50,9 em julho, ficando abaixo da previsão dos ​analistas de 51,5. A marca de 50 separa crescimento de contração.

Uma ⁠pesquisa oficial divulgada na sexta-feira (31) mostrou que ⁠a atividade industrial da China entrou inesperadamente em contração ​em ‌julho, reforçando as preocupações com a desaceleração do crescimento, a fraqueza da ⁠demanda interna e os elevados custos de produção.

Os líderes chineses se comprometeram, em uma reunião no final de julho, a apoiar a economia acelerando os gastos ‌fiscais ⁠em projetos ‌de infraestrutura já orçados para o restante do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande porte.

A pesquisa privada mostrou que o ⁠crescimento dos novos pedidos desacelerou para ⁠o ritmo mais fraco desde janeiro. Os novos pedidos de exportação voltaram a crescer após ‌contração em maio e junho, embora o aumento tenha sido apenas marginal.

As empresas industriais contrataram pessoal pelo segundo mês consecutivo, com o ritmo de criação de empregos sendo o mais rápido desde agosto de 2023.

Os ‌estoques de compras aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, a sequência mais longa desde 2006-2007, levando as empresas a reduzir as atividades de compra ⁠pela primeira vez desde novembro de 2025.

A carteira de pedidos aumentou pelo sexto mês consecutivo, embora no ritmo mais lento desse período.

As pressões sobre os ​preços diminuíram ainda mais. A inflação dos preços dos insumos desacelerou para ​o menor nível em seis meses, enquanto os preços de venda permaneceram praticamente estáveis.

As empresas continuavam otimistas em relação à produção nos próximos 12 meses, segundo a pesquisa.

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