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    Industriais vão cobrar Macron por acordo Mercosul-UE em reunião reservada na Fiesp

    Na avaliação do setor, a visita de Macron dá fôlego à possibilidade de conclusão do Mercosul-UE e é uma “oportunidade singular” para reforçar sua importância para os blocos

    Indústria vai cobrar Macron por acordo
    Indústria vai cobrar Macron por acordo 08/06/2017REUTERS/Paulo Whitaker

    Danilo Moliternoda CNN

    Representantes do setor industrial vão defender a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia em reunião reservada com o presidente francês, Emmanuel Macron. Em viagem pelo Brasil, o mandatário desembarca na capital paulista nesta quarta-feira (27), para evento na sede da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    O evento na Fiesp será encerrado por um discurso público de Macron, às 17h. Mais cedo, por volta das 15h30, deve acontecer a reunião reservada, que contará com Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) e Josué Gomes, da Fiesp.

    Na avaliação do setor, a visita de Macron dá fôlego à possibilidade de conclusão do Mercosul-UE, e o encontro é uma “oportunidade singular” para reforçar a importância do acordo para as economias dos blocos e os benefícios para a relação bilateral entre Brasil e França.

    Nos últimos meses, Marcon criticou publicamente os termos do acordo e defendeu o fim das negociações. Em resumo, os franceses tentam forçar normas mais rígidas de sustentabilidade à produção dos sul-americanos, que por sua vez classificam as exigências como inatingíveis e acusam os europeus de “protecionismo”.

    Em janeiro, o francês disse à Comissão Europeia que é “impossível” concluir as negociações para um acordo de livre comércio, dias após agricultores fecharem estradas no país e ameaçaram “sitiar” Paris nos próximos dias. Eles protestam contra aumentos no preço de produção e contra a concorrência de produtos importados de fora do bloco.

    Ainda estará na pauta dos industriais oportunidades para transição energética, e fomento à criação de empregos. As vendas brasileiras para a UE contribuíram com a criação de 21,4 mil vagas por bilhão de reais exportados em 2022 – valor maior do que a contribuição dos embarques do Brasil com destino à China (15,7 mil empregos).

    Também estarão presentes os ministros Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Fernando Haddad, da Fazenda, Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

    Impactos do acordo ao setor

    As estimativas da CNI são de que cerca de 40% de todos os produtos ofertados pela União Europeia no acordo – e que estão sujeitos a algum tipo de tarifa em suas aduanas – deixarão imediatamente de ter a cobrança do imposto de importação ao entrar no bloco europeu.

    Se os compromissos já valessem em 2022, por exemplo, isso equivaleria a quase R$ 13 bilhões em exportações brasileiras à UE. Desse valor, 99% correspondem a produtos da indústria de transformação.

    Em consulta divulgada pela CNI no fim de 2023, 78% das entidades setoriais e 76% das empresas avaliaram que a conclusão do acordo deve ser a prioridade da agenda externa do bloco comercial. Ao todo, 104 entidades setoriais e 222 empresas brasileiras foram ouvidas sobre as principais ações necessárias ao bloco durante a gestão brasileira.