Inflação dos EUA tem leve alta em julho, mas tarifas elevam alguns preços

Índice de preços ao consumidor permanece em 2,7% ao ano, enquanto núcleo da inflação atinge maior nível em cinco meses, refletindo impacto de tarifas

Alicia Wallace, da CNN
Compartilhar matéria

A inflação dos Estados Unidos não subiu tanto quanto o esperado no mês passado — mas uma medição das altas de preços subjacentes mostra um aumento nas pressões relacionadas a tarifas.

Os preços ao consumidor subiram 0,2% em julho, mantendo a taxa anual de inflação em 2,7%, de acordo com os dados mais recentes do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) divulgados na terça-feira (12) pelo Departamento de Estatísticas Trabalhistas.

Os futuros das ações subiram após a divulgação dos dados. Os futuros do Dow subiram 210 pontos, ou 0,47%. Os futuros do S&P 500 subiram 0,45% e os futuros do Nasdaq 100 subiram 0,5%.

 

Os preços da gasolina caíram no mês e os preços dos alimentos permaneceram estáveis, o que manteve o índice geral controlado.

No entanto, considerando que os preços de energia e alimentos tendem a ser bastante voláteis numa base mensal, o índice "núcleo" que exclui essas duas categorias é amplamente visto como uma boa medição das tendências subjacentes da inflação.

O núcleo do IPC subiu 0,3% em relação a junho, o aumento mais rápido desde janeiro, o que elevou a taxa anual para 3,1%, o nível mais alto em cinco meses.

A categoria de bens do núcleo, que está sendo observada atentamente após o aumento das tarifas, subiu 0,2% pelo segundo mês consecutivo.

Os economistas esperavam que a inflação aquecesse ligeiramente no mês passado, para 0,2% em relação a junho e 2,8% anualmente, de acordo com a FactSet.

“Observamos uma inflação moderada no último ano... certamente, os preços não estão subindo tão rapidamente quanto há alguns anos”, disse Gus Faucher, vice-presidente sênior e economista-chefe do PNC Financial Services Group, à CNN em entrevista.

“Mas acredito que os consumidores começarão a ver mais aumentos de preços no supermercado, na Amazon, coisas assim.”

“Os consumidores vão começar a se sentir um pouco mais pressionados nos próximos meses, à medida que vemos mais impacto das tarifas repassadas das empresas aos consumidores”, acrescentou.

Internacional
Acompanhe Economia nas Redes Sociais