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Inflação nos Estados Unidos desacelera para 2,7% em novembro

Índice de Preços ao Consumidor foi o menor desde julho deste ano; números de outubro não foram calculados, devido à paralisação do governo

Alicia Wallace, da CNN*
Supermercado em Nova York
Supermercado em Nova York  • 10/06/2022. REUTERS/Andrew Kelly/ File Photo
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A inflação nos Estados Unidos desacelerou em novembro para a menor taxa desde julho.

O Índice de Preços ao Consumidor registrou alta de 2,7% em relação ao ano anterior, depois de atingir 3% em setembro, de acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho do país divulgados nesta quinta-feira (18).

Os números de outubro não foram calculados, uma vez que a paralisação de 43 dias do governo federal prejudicou a capacidade das agências estatísticas de coletar, processar e analisar dados econômicos.

Em um período de dois meses, os preços ao consumidor subiram 0,2% de setembro a novembro, resultando em uma taxa média de 0,1%. Em setembro, os preços subiram 0,3% em termos mensais.

Economistas previam que os preços subiriam a uma taxa mensal de 0,3% em novembro, mantendo a taxa anual de inflação inalterada em 3%, segundo estimativas da FactSet.

O relatório desta quinta (18) mostrou que uma medida importante da inflação subjacente também apresentou desaceleração.

Excluindo alimentos e energia, categorias cujos preços tendem a ser bastante voláteis, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,2% de setembro a novembro (média mensal de 0,1%), reduzindo acentuadamente a taxa anual para 2,6%, ante 3% em setembro. Esta é a menor taxa anual desde março de 2021 – antes do período histórico de alta inflação.

As ações americanas apresentavam alta no início do pregão desta quinta (18).

No entanto, economistas alertam que a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor de 3% para 2,7% provavelmente resultou de distorções nos dados econômicos relacionadas ao shutdown do governo.

“É difícil tirar muitas conclusões dos dados de inflação de novembro. A paralisação claramente teve um grande impacto na coleta de dados”, escreveu Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, em uma nota. “A inflação não melhorou repentinamente entre setembro e novembro. Qualquer pessoa que tenha ido ao supermercado ou pago uma conta de luz sabe disso”, continuou.

"Não os considero como verdade absoluta", disse Stephanie Roth, economista-chefe da Wolfe Research, à CNN. "Parece que a paralisação do governo teve um grande impacto".

“Assim como o presidente Donald Trump disse aos americanos ontem à noite: a inflação continua caindo, os salários continuam subindo e os Estados Unidos caminham para um "boom" econômico histórico”, declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à CNN em um comunicado.

A inflação está desacelerando, mas não tanto, ressaltaram economistas do banco Wells Fargo nesta quinta (18).

“Os dados não foram revisados ​​e, como resultado, acreditamos que os dados apresentarão volatilidade por pelo menos mais um ou dois meses”, escreveram os economistas Sarah House, Michael Pugliese e Nicole Cervi em uma nota aos investidores. “Uma recuperação nos preços no relatório do CPI (na sigla em inglês) de dezembro, que deve ser divulgado em 13 de janeiro, provavelmente está a caminho”.

*Matt Egan, da CNN, contribuiu com esta matéria

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