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    Insatisfação de Bolsonaro com BB reacende medo de intervencionismo e ação cai 5%

    O presidente Jair Bolsonaro não gostou de ser informado da reestruturação do banco só na véspera do anúncio oficial, e considera inclusive demitir André Brandão

    Fernando Nakagawada CNN



     

    A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro está insatisfeito com o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, e a possibilidade de demissão do executivo fizeram Brasília e o mercado financeiro prenderem a respiração nesta quarta (13).

    O motivo da insatisfação, segundo apurou o analista de política da CNN Brasil, Caio Junqueira, seria o plano de reestruturação do Banco do Brasil que vai fechar 112 agências, mais de 200 postos de atendimento e pretende ainda desligar 5 mil empregados.

    Para o mercado financeiro, a briga reacendeu o temor de intervencionismo do presidente da República em estatais e na própria equipe econômica. A ação do Banco do Brasil caiu praticamente 5%. 

    Abertura de Mercado

     

    No episódio de hoje:

    – O presidente Jair Bolsonaro não gostou de ser informado da reestruturação só na véspera do anúncio oficial, e considera inclusive demitir o presidente do Banco do Brasil;

    – A principal analista da Moody’s para o Brasil disse, nesta quarta-feira (13), que a demora para o início da vacinação no país pode atrasar também a retomada econômica. As duas vacinas negociadas pelo governo federal ainda não foram aprovadas pela Anvisa;

    – A analista também disse que o fim do auxílio emergencial entra nessa conta dos riscos negativos para a economia brasileira;

    – O vice-presidente Hamilton Mourão respondeu à declaração do presidente francês Emmanuel Macron de que a soja brasileira seria resultado do desmatamento da Amazônia;

    – Mourão disse que Macron desconhece a produção de soja brasileira, e que o real interesse por trás da mensagem é o protecionismo dos produtores agrícolas franceses;

    – Ele ainda disse que a França não pode competir com a produção de soja do Brasil;

    – Bento Albuquerque, o ministro de Minas e Energia, disse que a privatização da Eletrobras pode sair ainda no primeiro semestre deste ano;

    – O projeto de privatização da empresa, no entanto, está parado no Congresso desde 2019 e ainda nem começou a ser discutido;

    – O presidente da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, respondeu à declaração de Jair Bolsonaro de que a Ford deixou o país porque queria subsídios;

    – Ele retrucou que as montadoras querem, na verdade, um mercado mais competitivo, que só seria possível com o avanço de algumas pautas;

    – Entre essas pautas está a Reforma Tributária. De acordo com com o presidente da Anfavea, de nada adiantam os incentivos fiscais com a atual legislação tributária do país;

    – O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, aconselhou o governo federal e o governo da Bahia que sejam incisivos com a Ford, e não deixem que a empresa feche as fábricas e saia do país sem pagar o que deve;

    – Entre as dívidas, estão as contrapartidas por todos os incentivos fiscais que a empresa recebeu nos anos em que esteve no Brasil;

    – Entre 2000 e 2020, a União desembolsou R$ 69 bilhões em incentivos fiscais às montadoras;

    – A Forever 21 vai fechar 11 lojas no Brasil, todas elas localizadas em shoppings da rede Multiplan;

    – A varejista entrou em recuperação judicial em 2019, mas não pretendia fechar as loja aqui no país. A decisão foi pressionada pela crise da Covid-19;

    – Nesse meio tempo, a Multiplan quase emitiu uma nota de despejo contra a varejista. No final das contas, as duas empresas fecharam um acordo;

    – O Tik Tok implementou, ontem (13), uma série de medidas para aumentar a segurança e privacidade dos usuários menores de 16 anos;

    – Agora, o perfil desses adolescentes está automaticamente configurado como privado. Os comentários também ficaram restritos a amigos;

    – Eles também deixam de ter acesso a duas ferramentas do aplicativo de vídeo: o Duet e o Stitch; 

    Na agenda desta quinta-feira (14), as atenções se voltam à reação que o mercado financeiro terá ao andamento do processo de impeachment contra Donald Trump. Depois de aprovado pela Câmara, o processo segue agora para o Senado.