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    Inundações no RS terão desdobramentos econômicos que requerem acompanhamento, diz Campos Neto

    Presidente do BC também pontuou necessidade de investimentos na transição energética

    Até esta quarta-feira (15), são 149 vítimas das enchentes em 446 cidades gaúchas.
    Até esta quarta-feira (15), são 149 vítimas das enchentes em 446 cidades gaúchas. 13/05/2024REUTERS/Diego Vara

    Cristiane Nobertoda CNN

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que as inundações que assolam o Rio Grande do Sul além de “grandes impactos humanitários”, “terão desdobramentos econômicos que requerem acompanhamento”.

    O banqueiro central comentava que eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes podem gerar “efeitos em toda a cadeia produtiva”, como a inflação de alimentos no curto prazo, e citou o RS como exemplo disso.

    “Aproveito essa oportunidade para expressar minha solidariedade ao povo gaúcho, aos nossos servidores e às pessoas afetadas por essa tragédia”, disse na abertura da Conferência Anual do BC nesta quarta-feira (15).

    De acordo com o último boletim diário da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre os desastres no RS, divulgado na terça-feira, foram registrados de R$ 8,9 bilhões de prejuízos financeiros e danos em 105,6 mil moradias.

    Segundo estimativas, produtos como arroz e leite podem ter aumento nos próximos dias.

    Campos Neto também chamou a atenção para a necessidade de realizar a transição energética para reduzir os impactos econômicos.

    “A tão necessária transição energética demanda investimentos e gera novos custos para a produção”, disse.